Atlético proibiu Julián Álvarez de ir até a torcida após vaias

Atacante foi hostilizado durante empate com o Villarreal, e Simeone revelou que o próprio clube determinou que ele fosse direto para o vestiário

 

A relação entre Julián Álvarez e a torcida do Atlético de Madrid ganhou mais um capítulo de tensão neste domingo. O argentino foi muito vaiado no empate por 2 a 2 com o Villarreal, pelo Campeonato Espanhol, e terminou a partida deixando o gramado sozinho enquanto os companheiros se aproximavam das arquibancadas para agradecer aos torcedores.

A cena poderia passar a impressão de que Julián havia decidido evitar a torcida. Depois do jogo, porém, Diego Simeone esclareceu que a orientação partiu do próprio Atlético de Madrid.

“Foi decisão do clube mantê-lo afastado para que fosse ao vestiário.”

Segundo Simeone, a direção determinou que o atacante não acompanhasse os demais jogadores na tradicional saudação após a partida. A medida foi tomada diante do ambiente hostil no Metropolitano e da preocupação de que uma aproximação pudesse aumentar ainda mais a tensão.

As vaias começaram antes mesmo de Julián entrar em campo. O argentino foi hostilizado quando seu nome apareceu entre os reservas, durante o aquecimento e novamente quando Simeone o colocou na partida, aos 21 minutos do segundo tempo. Parte da torcida chegou a cantar pedindo que o atacante deixasse o clube. A reação continuou a cada participação do jogador na partida.

Relação com a torcida se desgastou após desejo de sair

O conflito está diretamente ligado ao mercado da bola. Julián Álvarez manifestou publicamente durante a Copa do Mundo o desejo de deixar o Atlético e realizar o sonho de defender o Barcelona. A declaração não foi bem recebida por parte da torcida, especialmente pela possibilidade de reforçar um rival direto na Espanha.

A situação também provocou desgaste entre o estafe do jogador e a direção do Atlético. Segundo informações da imprensa espanhola repercutidas pelo ge, o clube chegou a aceitar uma negociação com o Arsenal, mas Julián recusou a possibilidade por manter o Barcelona como destino preferido. O Atlético, por outro lado, segue resistente a facilitar uma transferência para o clube catalão.

Mesmo em meio ao impasse, Simeone evita romper publicamente com o atacante. Após o empate com o Villarreal, o treinador voltou a destacar a necessidade de união no elenco e deixou claro que considera fundamental contar com jogadores decisivos para disputar títulos.

Nos bastidores, o Atlético também tenta impedir que o desgaste com os torcedores se torne ainda maior. Segundo o jornal espanhol Marca, dirigentes, comissão técnica e jogadores passaram a formar uma espécie de “muro de proteção” ao redor de Julián após o episódio no Metropolitano.

A situação, porém, continua longe de estar resolvida. A janela de transferências se aproxima do fim, Julián mantém o desejo de sair e a torcida já deixou evidente sua insatisfação. O Atlético agora precisa decidir se mantém um dos principais jogadores do elenco mesmo em meio ao desgaste ou se encontra uma solução para uma negociação que se tornou uma das principais novelas do mercado europeu.

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