Depois de passar por Cruz Azul e Pyramids, o Flamengo se prepara para o seu grande desafio na busca do título da Copa Intercontinental: desbancar o Paris Saint-Germain, atual campeão da Champions League e vice-campeão do Mundial de Clubes, em duelo nesta quarta-feira, no Estádio Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan, no Catar, a partir das 14h (horário de Brasília). Mas o torcedor rubro-negro que não acompanha o futebol europeu deve estar se perguntando: será o mesmo PSG que mostrou um desempenho absurdo na reta final da temporada passada na Europa?
A base é praticamente a mesma, mas com algumas mudanças que podem ser significativas, seja por saídas no elenco ou por lesões. A grande diferença do PSG nesta atual temporada talvez esteja debaixo da meta. O técnico Luis Enrique pediu a contratação de Lucas Chevalier, do Lille, o que acelerou a saída de Gianluigi Donnarumma para o Manchester City.
Além da saída de Donnarumma, Luis Enrique teve de lidar com um início de temporada repleto de lesões. Praticamente todos os atletas da equipe titular sofreram com lesões ao longo desta primeira parte da temporada europeia, com exceção do zagueiro Pacho, do meia Vitinha e do atacante Kvaratskhelia. Nesta reta final antes da disputa da Copa Intercontinental, o PSG não pode contar com o zagueiro brasileiro Marquinhos, com o goleiro Chevalier e com Dembelé. Os três ainda são dúvidas para começar a partida desta quarta. O francês eleito melhor do mundo, por sinal, ficou fora em alguns momentos nesta temporada por lesões musculares, assim como seu companheiro de ataque Doué.
Mas para a disputa do jogo contra o Flamengo, o único desfalque de peso que nem viajou para o Catar será o lateral direito Hakimi. Ele rompeu os ligamentos do tornozelo esquerdo em partida diante do Bayern de Munique no começo de novembro e nem foi relacionado por Luis Enrique para seguir com a equipe para a disputa do Intercontinental.
Desempenho em campo
Se fora das quatro linhas, Luis Enrique tem tido a dificuldade de administrar a manutenção do elenco completo, dentro de campo o PSG vive uma temporada de certa forma satisfatória até aqui. Depois do vice no Mundial de Clubes para o Chelsea, o time não teve muito tempo de descanso até a Supercopa Europeia, quando derrotou o Tottenham nos pênaltis, conquistando seu primeiro título nesta temporada atual.
No Campeonato Francês, talvez seja o torneio que os comandados de Luis Enrique estejam mais oscilantes, muito por conta dessa necessidade do treinador em rodar o elenco. Acostumado a liderar a competição local com folga, o PSG ocupa a segunda colocação com 36 pontos, um atrás do Lens, vencendo 11 jogos, empatando 3 e sofrendo 2 derrotas para Olympique de Marselha e Monaco. Para ter uma noção, na temporada passada, a equipe sofreu o mesmo número de derrotas na competição local somando os 34 jogos que fez na competição.
Se no Francês, a temporada é de altos e baixos, na Champions League a situação está um pouco mais tranquila. A equipe francesa ocupa o terceiro lugar na clasificação, atrás apenas de Arsenal e Bayern, e parece estar encaminhando uma vaga entre os oito primeiros que evitam a fase de playoff antes das oitavas de final, cenário diferente da temporada passada quando terminou em 15º. O PSG começou de forma imponente com goleadas sobre Atalanta e Leverkusen e vitória fora de casa contra o Barcelona. Mas depois sofreu sua primeira derrota na competição para o Bayern, em casa. Na sequência se recuperou batendo o Tottenham e na última rodada decepcionou com empate sem gols contra o Athletic Bilbao.
📍 Doha
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— Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) December 14, 2025
Em busca de título inédito
Apesar de normalmente os times europeus historicamente parecerem não darem muita bola para os Mundiais de final de ano, para o Paris Saint-Germain a busca por este título pode ter um sabor extra. Sem grandes conquistas fora do país, o PSG nunca havia disputado uma competição de nível mundial antes do Mundial de Clubes de 2025, em que perdeu a final para o Chelsea.
Assim como aconteceu com a conquista inédita da Champions League na temporada passada, um título da Copa Intercontinental representaria o primeiro troféu de uma competição mundial com chancela da Fifa. A prova da importância que o técnico Luis Enrique está dando para a competição é o fato de ter poupado a maioria dos seus titulares no duelo do fim de semana diante do Metz, em que venceu por 3 a 2 fora de casa. O Flamengo pode esperar um time com quase força máxima no duelo da próxima quarta-feira.
