É um ciclo que nunca se interrompe. Surge uma notícia negativa sobre Neymar e o craque corre para responder com (in)diretas através das suas redes sociais. Mais ou menos como os adolescentes fazem quando são objeto de fofocas que não os agradam.
É verdade que Neymar tem um alvo em suas costas a maior parte do tempo. Às vezes com razão. Outras, nem tanto. Por si só o nome gera repercussão, debate e, muitas vezes, opiniões bem acaloradas dos haters ou dos fãs. Um eterno cabo de guerra querendo fazer do jogador herói ou vilão.
Durante boa parte da carreira as notícias sobre ele se dividiram em editorias distintas. Neymar era assunto dos esportes, pelo que fazia em campo, e também da seção de celebridades, pela vida de popstar que levava fora dos gramados.
De uns tempos para cá, desde a saída do PSG e por causa das graves lesões que o afastaram do futebol, o destaque maior passou a ser o lado midiático do camisa 10.
O que não mudou foi a postura do jogador. Parece que a eterna alcunha de “menino Ney” é mais do que um apelido, mas um traço intrínseco de uma eterna alma rebelde e adolescente que insiste em não amadurecer.

A pouco menos de um ano para a Copa do Mundo de 2026, aquela que pode ser a sua última (ou terá sido a de 2022?), Neymar segue dividindo seu foco.
Ao invés de pensar, viver e respirar futebol todos os dias, tentando chegar às vésperas do torneio bem física e tecnicamente, sempre há espaço para algo a mais. Um torneio de Kings League aqui, um jogo de pôquer ali, uma ‘respostinha’ para notícias ou haters acolá.
Muitos torcedores ainda esperam que ele seja não só a liderança técnica da Seleção, como também o líder de um grupo que precisa evitar o maior jejum da Amarelinha sem ganhar a Copa do Mundo.
Só que vai ficando cada vez mais difícil nutrir essa expectativa – e por motivos óbvios. Neymar parece que nunca tem o futebol como prioridade única. Pode haver outras razões, mas talvez a principal delas seja que ele, mesmo aos 33 anos, não consegue dar tchau para o menino Ney.