
Novo técnico, nova temporada. Esquema diferente. O contexto mudou, Vini começou a temporada sem o protagonismo dos anos anteriores e sem a titularidade absoluta.
Ora vindo do banco, ora saindo do campo para o banco mais cedo do que gostaria. A paciência esgotou rápido e a reclamação pública após uma substituição mostrou que o camisa 7 não estava satisfeito com o atual papel.
Condenar Xabi Alonso não era tão simples. É tudo novo pra ele também. E a verdade é que Vini não demonstrou no começo da temporada o futebol que o levou a ser considerado o melhor jogador do mundo.
Talvez, naquele momento, diante das mudanças e incertezas, a inspiração e a paixão tenham ficado esquecidas num canto.
Mas, quem ama uma vez, ama sempre. Só precisa é amar de novo. E Vini lembrou que é motivado por esse sentimento que ele joga leve, solto, com confiança e sorrindo.
Vini recuperou o sorriso e o futebol. Nós últimos 5 jogos são 6 participações em gol. Hoje, contra o Villarreal, foram duas bolas na rede.
Não precisava de nenhum anúncio ou post para saber: a paixão estava ali, no Santiago Bernabeu. Vini a carregava novamente.
Não tem jeito. Um homem apaixonado é um homem mais feliz. Vini reencontrou a paixão pela bola, pelo jogo. E sorriu.
Ele ama o futebol. O futebol o ama também.