Os números de Filipe Luís: demissão encerra trabalho com marcas históricas no Flamengo

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
A demissão de Filipe Luís do comando do Flamengo encerra um dos ciclos mais longevos e vitoriosos do clube na década. Mesmo que  a decisão ainda não tenha sido anunciada oficialmente pelo Flamengo, já é dada como certa.

Filipe Luís sai do clube após os tropeços nas finais da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana, para Corinthians e Lanús, respectivamente. Surpreendentemente, a demissão ocorre horas depois de uma goleada de 8 a 0 sobre o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca.


De acordo com o ge.globo, a goleada não foi suficiente para amenizar um desgaste interno que existia entre Filipe Luís e a diretoria do clube desde a renovação de contrato. Consequentemente, ganhou ainda mais peso com as derrotas nos dois títulos que o time disputou em 2026.

Apesar da saída conturbada, os números de Filipe Luís o colocam em uma prateleira de destaque na história do Flamengo.

O treinador deixa o clube com um aproveitamento expressivo e marcas que o inserem no top 5 de diversos rankings históricos, consolidando um legado de conquistas e consistência.

Um lugar na história: os números gerais de Filipe Luís

Filipe Luís comandou o Flamengo em exatas 100 partidas. Foram 18 meses de trabalho, de setembro de 2024 a março de 2026, . Segundo dados do site O Gol, o treinador acumulou 63 vitórias, 22 empates e apenas 15 derrotas, alcançando um aproveitamento de 70,3%.

Neste período, o time marcou 183 gols e sofreu 68. A passagem foi coroada com a conquista de cinco títulos:

Os números o colocam entre os maiores da história do clube:

Comparativo na década

Desde o início da década de 2020, o Flamengo se tornou um verdadeiro “triturador de técnicos”. Em resumo, neste cenário de alta rotatividade, Filipe Luís se destacou não apenas pela longevidade, mas também pelo desempenho.


Seu aproveitamento de 70,3% é o terceiro melhor entre todos os treinadores que passaram pelo clube desde 2020. Só para ilustrar, ele fica atrás apenas de Jorge Jesus (81,6%) e Renato Gaúcho (72,8%). Por outro lado, supera com uma certa folga nomes como Tite, Dorival Júnior, Rogério Ceni e Jorge Sampaoli, entre outros que também comandaram a equipe no período.

A combinação de longevidade e alto rendimento fez de Filipe Luís o trabalho mais estável e vitorioso da turbulenta era pós-Jorge Jesus no Ninho do Urubu.

Aproveitamento dos treinadores nesta década no Flamengo:

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