
O Palmeiras recusou uma investida do Aston Villa pela contratação de Allan. O clube inglês sinalizou uma operação de 30 milhões de euros, aproximadamente R$ 175,6 milhões, mas ouviu da diretoria alviverde que o jogador não está à venda.
A oferta seria dividida em 25 milhões de euros fixos, cerca de R$ 146 milhões, e outros cinco milhões de euros em bônus, equivalentes a aproximadamente R$ 29 milhões. O Aston Villa também preparava um contrato de cinco temporadas, com a possibilidade de renovação por mais um ano.
Apesar dos valores elevados, o Palmeiras não abriu negociação. O diretor de futebol Anderson Barros comunicou a decisão ao empresário Paulo Pitombeira, responsável pela carreira de Allan.
A diretoria e a comissão técnica consideram o meia-atacante uma peça importante para a sequência da temporada. O clube lidera o Campeonato Brasileiro e também disputa as oitavas de final da Copa do Brasil e da Libertadores.
Palmeiras aposta em nova valorização
A recusa está relacionada ao planejamento esportivo e ao potencial de valorização do jogador.
Aos 22 anos, Allan consolidou-se no elenco profissional durante a temporada de 2025 e ganhou ainda mais espaço em 2026. O Palmeiras entende que uma venda neste momento enfraqueceria o grupo comandado por Abel Ferreira em uma fase decisiva do calendário.
Além disso, a diretoria acredita que o atleta ainda pode alcançar valores superiores no mercado europeu. Segundo a ESPN, o recado transmitido pelo Palmeiras aos clubes interessados é de que Allan não deve ser negociado por menos de 45 milhões de euros, aproximadamente R$ 285 milhões na cotação apresentada pelo veículo.
Isso significa que os 30 milhões de euros sinalizados pelo Aston Villa ficaram consideravelmente abaixo da avaliação atual do clube.
A posição não representa necessariamente uma garantia de permanência até o fechamento da janela europeia. Uma oferta considerada irrecusável ainda poderia ser analisada. No momento, porém, o Palmeiras decidiu fechar a porta para a operação apresentada pelos ingleses.
Aston Villa ofereceu bônus garantidos
A composição da investida também chamou a atenção.
Os cinco milhões de euros adicionais foram inicialmente apresentados como bônus, mas seriam pagos independentemente do cumprimento de metas esportivas mais complexas. Na prática, a operação poderia alcançar os 30 milhões de euros previstos mesmo sem Allan atingir determinado número de jogos, gols ou títulos.
Ainda assim, o Palmeiras não demonstrou interesse em discutir mudanças na forma de pagamento ou pedir uma elevação imediata dos valores.
A resposta foi de que o meia-atacante não seria negociado, interrompendo as conversas antes que o Aston Villa transformasse a sinalização em uma negociação mais longa.
Allan já recebeu proposta maior do Napoli
A investida inglesa não foi a primeira recusada pelo Palmeiras em 2026.
Em janeiro, o Napoli apresentou uma proposta que, segundo o ge, poderia alcançar 40 milhões de euros. A oferta italiana previa aproximadamente 35 milhões de euros fixos e mais cinco milhões em bônus. O valor total correspondia, na época, a cerca de R$ 250 milhões.
Mesmo diante de uma quantia superior à oferecida pelo Aston Villa, o Palmeiras decidiu manter Allan no elenco.
O clube já havia definido que não desejava perder o jogador no começo da temporada. A intenção era aproveitar sua evolução esportiva, garantir uma opção importante para Abel Ferreira e aumentar seu valor antes de uma possível transferência futura.
A sequência de recusas demonstra que a diretoria não pretende vender Allan apenas para cumprir metas financeiras. O Palmeiras trabalha para negociar outros jogadores que tenham menor importância no planejamento técnico.
O mesmo posicionamento foi adotado recentemente com Flaco López. O clube recusou uma investida de aproximadamente 20 milhões de euros apresentada pelo Spartak Moscou, da Rússia.
Allan tem contrato longo com o Palmeiras
A situação contratual também fortalece o clube nas negociações.
Allan renovou com o Palmeiras em junho de 2025 e possui vínculo válido até o fim de 2029. A extensão foi assinada poucos dias antes da participação alviverde na Copa do Mundo de Clubes.
Com mais de três anos de contrato pela frente, o Palmeiras não corre o risco imediato de perder o jogador por um valor reduzido. A diretoria pode esperar novas propostas e escolher o momento considerado mais adequado para uma venda.
O atleta está no clube desde a categoria sub-15. Canhoto, Allan pode atuar como meia, ponta-direita ou ponta-esquerda. Sua capacidade de conduzir a bola, vencer duelos individuais e participar da criação das jogadas transformou o jogador em uma das opções mais versáteis do elenco.
Allan cresceu no time profissional
O meia-atacante foi promovido definitivamente ao elenco principal no início de 2025. Mesmo em sua primeira temporada completa como profissional, disputou 54 partidas, marcou três gols e deu seis assistências.
O desempenho colocou Allan entre as principais revelações do Campeonato Brasileiro. O jogador recebeu o prêmio de revelação da Bola de Prata ao término da temporada.
Em 2026, sua participação ofensiva aumentou. Allan soma seis gols e quatro assistências em 34 partidas na temporada. Ele vinha sendo utilizado com frequência como titular antes de cumprir dois jogos de suspensão por uma expulsão.
A evolução dos números e o aumento da responsabilidade dentro da equipe explicam o interesse de clubes europeus.
Além de Aston Villa e Napoli, outras equipes da Inglaterra e da Itália já acompanharam o jogador. O Palmeiras, entretanto, mantém a estratégia de protegê-lo com um contrato longo e exigir valores semelhantes aos alcançados em suas principais vendas recentes.
Permanência é importante para Abel Ferreira
Do ponto de vista esportivo, a saída de Allan obrigaria o Palmeiras a buscar uma reposição imediata.
O jogador pode atuar em diferentes posições e oferece uma característica de drible que não aparece com a mesma frequência entre as outras opções do elenco. Essa versatilidade permite que Abel Ferreira altere a formação durante as partidas sem precisar realizar substituições.
O calendário também pesa na decisão. O Palmeiras entrou no segundo semestre disputando três competições e pretende manter seus principais atletas para buscar novos títulos.
A janela de transferências europeia ainda pode provocar novas investidas. Por enquanto, porém, o posicionamento alviverde está definido: Allan permanece no clube, e uma negociação somente será considerada diante de valores muito superiores aos R$ 175 milhões sinalizados pelo Aston Villa.