
O Fim das Críticas e o Protagonismo
Após uma temporada anterior mais desafiadora, Yan Couto acredita que está finalmente mostrando seu verdadeiro potencial aos torcedores. Ele reconhece que o início foi difícil, mas que a situação mudou.
“Obviamente, a temporada passada foi um pouco difícil para mim. Acho que os torcedores não conseguiram ver como eu jogo, como posso ajudar o time. Muitas pessoas que falavam de mim – falavam mal de mim – agora podem ver o quão bom eu sou, o quão bem estou jogando. É isso que quero mostrar a eles, o melhor de mim, ajudando a equipe, jogando bem. Acho que estou fazendo isso agora. Eu mereço mostrar a eles a melhor versão de mim. E acho que eles estão muito felizes comigo.”
O Desafio do Klassiker e o Legado
Com o próximo confronto contra o Bayern de Munique no Klassiker, Yan Couto expressa respeito pela tradição do clássico e ambição de contribuir para um novo capítulo vitorioso do clube.
“Sempre foi um jogo difícil, mas também um jogo grandioso para os torcedores, para o futebol e também para nós, jogadores. Obviamente, sempre queremos vencer, mas também sabemos que é difícil jogar contra o Bayern. Queremos vencê-los para ficarmos mais próximos deles na tabela. Vamos trabalhar duro para fazer os torcedores felizes.”
O brasileiro reforça que o objetivo da equipe é construir um legado duradouro:
“Nós podemos continuar fazendo história agora. Isso é importante para nós, deixar nossos nomes na história. Temos que ganhar muitos jogos para isso, temos que jogar jogos difíceis, trabalhar duro e vencê-los. É assim que podemos deixar nossos nomes na história. E daqui a 10, 15 ou 20 anos, as pessoas ainda estarão falando de nós agora.”
O Pai Rígido e o Segredo do Pé Esquerdo
Ao falar sobre suas raízes em Curitiba e o início no futebol, Yan Couto atribui seu desenvolvimento ao pai, que era treinador de jovens e adotava um método de treino exigente.
“Lembro de começar a jogar com meu pai. Lembro-me de ir ao parque, o Jardim Botânico. Íamos todo domingo porque meu pai trabalhava de segunda a sábado. Havia um campo lá onde você pode jogar, e ele me fazia praticar com o pé esquerdo e direito.”
O jogador revela que a habilidade de usar os dois pés, evidenciada em seu último gol com a esquerda, é resultado dessa disciplina:
“Foi uma prática que me trouxe até aqui agora, porque posso usar meu pé esquerdo também graças ao meu pai, porque ele sempre me ajudou, disse que para ser um grande jogador você precisa ser capaz de usar os dois pés, não apenas o direito. Devo muitos agradecimentos a ele agora.”
O pai, que abandonou o futebol aos 16 anos por decisão do avô de Yan Couto, viveu seu sonho através do filho e sempre foi muito exigente:
“Sim, muito duro. Muito duro comigo porque ele sabia que eu era diferente. Lembro-me de um jogo – não de futebol de campo, mas de salão – onde driblei quatro jogadores e chutei, mas ele me disse que eu deveria ter driblado o goleiro de novo para marcar. Obviamente, errei, e ele me disse que se tivesse feito aquilo, teria marcado. São coisas que aprendi e ainda tento fazer bem hoje. Ele ainda me ajuda agora. Ele é minha pessoa de referência.”
A Mudança para o Manchester City
A transferência para o Manchester City representou um grande salto cultural e profissional para Yan Couto, que saiu de Curitiba direto para um dos maiores clubes da Europa.
“Foi uma diferença enorme na minha vida, ir de Curitiba – uma cidade legal no Brasil, mas não como a capital do futebol, São Paulo e Rio de Janeiro são sempre melhores no futebol. Sair de Curitiba direto para Manchester é um passo muito grande. Tive que aprender muito, porque é uma mudança muito grande ir para um gigante europeu. Por isso tive que sair emprestado, porque queria jogar e aprender. O City foi muito importante na minha vida porque me ajudou em muitas coisas, me transformando em um homem.”