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Estudiantes x Flamengo: Rubro-Negro defende invencibilidade na Libertadores em semifinal na Argentina

Líder do Brasileirão e invicto no torneio continental, Flamengo enfrenta um Estudiantes em queda de rendimento, mas que aposta na força de La Plata para abrir vantagem antes da decisão no Maracanã

Doentes por Futebol por Doentes por Futebol
15 de outubro de 2026
no Internacional
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Estudiantes e Flamengo começam nesta quinta-feira (15) a disputar uma vaga na final da Copa Libertadores. O primeiro encontro acontece às 21h30 (de Brasília), no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina. As equipes já se enfrentaram duas vezes na fase de grupos da competição e agora voltam a medir forças em um cenário de maior pressão, com a classificação para a decisão em jogo.

O Flamengo chega à semifinal em um momento bastante favorável. A equipe comandada por Leonardo Jardim lidera o Campeonato Brasileiro, está invicta na Libertadores e acumula sete partidas sem derrota, com seis vitórias e um empate. Do outro lado, o Estudiantes atravessa uma fase de instabilidade, mas terá a oportunidade de jogar diante de sua torcida antes de decidir a classificação no Maracanã, no dia 22 de outubro.

Os dois clubes estiveram no Grupo A da Libertadores. O Flamengo terminou na liderança, com 16 pontos, enquanto o Estudiantes avançou na segunda posição, com nove. No confronto realizado na Argentina, houve empate, e o Rubro-Negro venceu o encontro disputado no Rio de Janeiro. O retrospecto recente favorece os brasileiros, embora as circunstâncias de uma semifinal sejam diferentes das encontradas na primeira fase.

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A classificação também colocará o vencedor diante de outro brasileiro na decisão. Palmeiras e Fluminense disputam a outra semifinal, abrindo a possibilidade de uma final inteiramente nacional.

Flamengo chega embalado, mas precisa superar ausências importantes

Leonardo Jardim conseguiu levar o Flamengo à reta decisiva da temporada em condições favoráveis. Além da liderança do Brasileirão, o time mantém uma campanha invicta na Libertadores e demonstrou capacidade para enfrentar adversários de características diferentes durante o mata-mata. Cruzeiro, nas oitavas de final, e Independiente del Valle, nas quartas, ficaram pelo caminho.

A vitória sobre o Fluminense no clássico do último fim de semana ampliou a sequência positiva para sete partidas. O resultado também ajudou a manter a confiança de um elenco que disputa simultaneamente a liderança nacional e uma vaga em mais uma final continental. O desafio agora será transportar esse bom momento para um ambiente tradicionalmente complicado, diante de um adversário que precisa aproveitar o mando de campo.

Apesar da boa fase, o Flamengo terá cinco desfalques. A ausência mais significativa no setor de criação é Arrascaeta, que se recupera de uma fratura no punho esquerdo. O uruguaio é um dos jogadores mais importantes na organização ofensiva da equipe, principalmente pela capacidade de encontrar espaços entre as linhas adversárias e participar das jogadas próximas à área. Sem ele, Jardim precisará distribuir essas responsabilidades entre outros jogadores.

Lucas Paquetá deve ter papel importante nessa reorganização. O meia aparece na provável escalação ao lado de Pulgar e Saúl, que é o favorito para substituir Jorginho. O volante está suspenso depois de ter sido expulso nas quartas de final e deixa uma ausência relevante na construção das jogadas. Saúl oferece experiência, movimentação e participação na marcação, mas a mudança exige ajustes no funcionamento do meio-campo.

A provável escalação tem Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saúl e Paquetá; Carrascal, Samuel Lino e Bruno Henrique.

Na frente, Bruno Henrique deve voltar ao time titular, assim como Emerson Royal na lateral direita. O atacante oferece uma alternativa importante para explorar os espaços atrás da defesa, especialmente em uma partida na qual o Estudiantes pode tentar pressionar nos primeiros minutos. Carrascal e Samuel Lino também serão importantes para dar mobilidade ao ataque e impedir que a equipe argentina concentre toda a marcação na região central.

A presença de Paquetá pode ajudar o Flamengo a compensar parte da ausência de Arrascaeta, mas será necessário encontrar equilíbrio. Com Jorginho fora, Pulgar assume ainda mais responsabilidade na proteção da defesa e na saída de bola. Se o Estudiantes conseguir pressionar a construção rubro-negra, o posicionamento dos meias será fundamental para oferecer opções de passe e evitar perdas de posse em regiões perigosas.

Na defesa, Jardim mantém a dupla formada por Léo Ortiz e Léo Pereira, com Rossi no gol. O Flamengo também terá de administrar os desfalques de Danilo, que trata fraturas na mandíbula, e de Ayrton Lucas e Evertton Araújo, que estão em transição física após lesões. Mesmo com essas ausências, o treinador dispõe de uma formação competitiva para tentar controlar o confronto fora de casa.

A vantagem rubro-negra está principalmente na continuidade do trabalho e na confiança acumulada nas últimas semanas. O Flamengo não precisa resolver a classificação na Argentina, mas chegar ao Maracanã em boas condições pode ser decisivo. Para isso, será importante evitar que o ambiente de La Plata transforme a partida em um confronto excessivamente aberto.

Estudiantes tenta recuperar a confiança e sofre com problemas na defesa

O Estudiantes chega à semifinal em uma situação bastante diferente da vivida pelo Flamengo. Depois de um início de temporada positivo, quando terminou na liderança de seu grupo no Torneio Apertura, a equipe perdeu rendimento e atualmente ocupa a nona colocação no Clausura argentino, fora da zona de classificação para a fase eliminatória.

Desde a classificação sobre o Corinthians nas quartas de final da Libertadores, o clube venceu apenas uma vez em cinco partidas. Foram três derrotas e um empate no período, que também incluiu a derrota na Supercopa e a eliminação na Copa Argentina. Os resultados aumentaram a pressão sobre o técnico Alexander Medina, que precisa encontrar uma resposta justamente no compromisso mais importante do calendário continental.

A possibilidade de disputar uma final de Libertadores oferece ao Estudiantes uma oportunidade de mudar o rumo da temporada. O clube tem uma relação histórica com a competição e conta com quatro títulos, conquistados em 1968, 1969, 1970 e 2009. Jogar em La Plata representa uma vantagem relevante, principalmente pela proximidade da torcida com o gramado e pela atmosfera que costuma acompanhar partidas eliminatórias.

O principal problema de Medina está na defesa. Tomás Palacios e Leandro González Pirez, dois jogadores que vinham ocupando posições importantes no setor, estão suspensos pelo acúmulo de cartões amarelos. O treinador também não contará com o volante Gabriel Neves, lesionado, o que reduz suas alternativas para proteger a linha defensiva.

Diante dessas dificuldades, o Estudiantes recorreu ao mercado e contratou Marcos Rojo, zagueiro experiente e com passagens pelo futebol europeu e pela seleção argentina. A tendência é que ele comece jogando ao lado de Santiago Núñez, formando uma dupla que terá a responsabilidade de enfrentar um ataque rubro-negro com bastante velocidade e movimentação.

A provável escalação tem Muslera; Mancuso, Santiago Núñez, Rojo e Benedetti; Piovi, Castro e Rodríguez; Tiago Palacios, Guido Carrillo e Joaquín Tobio Burgos, com Edwuin Cetré também disputando uma vaga.

No ataque, Guido Carrillo deve ser uma das principais referências. O centroavante oferece presença física dentro da área e pode ser importante para disputar bolas aéreas e dar sequência às jogadas ofensivas. Tiago Palacios, recuperado de lesão, volta a ficar à disposição e representa outra alternativa para Medina, especialmente na criação de oportunidades pelos lados.

Joaquín Correa também está recuperado do problema físico sofrido contra o Corinthians, mas a expectativa é que comece no banco. O ex-jogador do Botafogo pode se tornar uma opção durante o segundo tempo, quando o desgaste físico tende a aumentar e a partida pode oferecer mais espaços para jogadores que entram descansados.

O Estudiantes poupou seus principais jogadores no compromisso anterior, deixando clara a prioridade dada à Libertadores. A decisão permite que Medina utilize uma equipe fisicamente mais preparada, embora o descanso não elimine as dificuldades apresentadas nas últimas semanas.

Para os argentinos, o desafio será conciliar a necessidade de buscar uma vantagem com a obrigação de proteger uma defesa modificada. O Flamengo possui jogadores capazes de aproveitar espaços em transições rápidas, e uma postura excessivamente agressiva pode acabar favorecendo justamente as principais características ofensivas do adversário.

Flamengo tem o melhor momento, mas a semifinal exige atenção

O cenário das duas equipes aponta para um favoritismo inicial do Flamengo. O time brasileiro apresenta maior regularidade, vem conseguindo bons resultados e possui uma estrutura de jogo que se manteve competitiva mesmo diante dos desfalques. O Estudiantes, por outro lado, precisa lidar com a sequência negativa e com mudanças importantes em sua defesa.

Isso não significa que o confronto será simples. Os argentinos conhecem o adversário por terem dividido o mesmo grupo na primeira fase e terão a oportunidade de enfrentar o Flamengo diante de sua torcida. O empate registrado em La Plata também demonstra que o Rubro-Negro não encontrou facilidade absoluta quando visitou o Estudiantes anteriormente.

Uma das disputas mais importantes deve acontecer no meio-campo. Sem Jorginho e Arrascaeta, o Flamengo terá de encontrar uma distribuição diferente das funções de construção e criação. Paquetá e Saúl precisam oferecer aproximação e qualidade na circulação, enquanto Pulgar terá responsabilidade para organizar a equipe sem comprometer a proteção defensiva.

O Estudiantes pode tentar aproveitar justamente esse período de adaptação. Uma pressão mais intensa sobre a saída de bola seria uma maneira de dificultar a progressão rubro-negra e empurrar o Flamengo para seu próprio campo. No entanto, a equipe argentina precisará ter cuidado com os espaços deixados para Samuel Lino, Carrascal e Bruno Henrique.

Outro ponto relevante é a utilização das laterais. Emerson Royal e Alex Sandro podem ajudar o Flamengo a ampliar o campo e criar superioridade pelos corredores, mas seus avanços exigirão cobertura dos volantes. O Estudiantes tem condições de explorar essas regiões caso consiga recuperar a bola e acelerar a transição ofensiva, especialmente buscando Carrillo como referência.

A experiência também será um componente importante. Muslera e Rojo oferecem ao Estudiantes jogadores acostumados a partidas de grande pressão, enquanto Rossi, Alex Sandro, Bruno Henrique e outros nomes do Flamengo possuem vivência em decisões. Em um confronto de 180 minutos, administrar os momentos de dificuldade pode ser tão importante quanto aproveitar os períodos de superioridade.

O mando de campo aumenta a responsabilidade do Estudiantes neste primeiro encontro. Como a partida de volta será disputada no Maracanã, a equipe argentina sabe que deixar La Plata sem vantagem pode tornar a missão consideravelmente mais complicada. Para o Flamengo, por outro lado, um resultado positivo fora de casa ampliaria a possibilidade de controlar a eliminatória diante de sua torcida.

A tendência é de um duelo no qual o Estudiantes procure iniciar com intensidade, enquanto o Flamengo tente utilizar sua qualidade técnica para controlar a posse e encontrar os espaços deixados pelo adversário. O time de Leonardo Jardim chega em melhores condições, mas precisará demonstrar maturidade para não transformar a vantagem de momento em excesso de confiança.

A semifinal começa nesta quinta-feira e terá sua definição apenas na semana seguinte. O resultado em La Plata pode alterar bastante o cenário do confronto, especialmente para um Estudiantes que precisa reagir e para um Flamengo que tenta transformar sua boa fase em mais uma presença na decisão da Libertadores.

Estudiantes x Flamengo

Competição: Copa Libertadores, semifinal, jogo de ida
Data: quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio Jorge Luis Hirschi (Uno), La Plata, Argentina
Onde assistir: ESPN e Disney+

Estudiantes provável: Muslera; Mancuso, Santiago Núñez, Rojo e Benedetti; Piovi, Castro e Rodríguez; Tiago Palacios, Guido Carrillo e Joaquín Tobio Burgos (Edwuin Cetré).

Flamengo provável: Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saúl e Paquetá; Carrascal, Samuel Lino e Bruno Henrique.

Desfalques do Estudiantes: Gabriel Neves, lesionado; Tomás Palacios e Leandro González Pirez, suspensos.

Desfalques do Flamengo: Evertton Araújo e Ayrton Lucas, em transição física; Danilo, com fraturas na mandíbula; Arrascaeta, com fratura no punho esquerdo; e Jorginho, suspenso.

Árbitro: Juan Gabriel Benítez (Paraguai)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Milciades Saldivar (Paraguai)
VAR: Ulises Mereles (Paraguai)

Jogo de volta: quinta-feira, 22 de outubro, no Maracanã.

Tags: Alexander MedinaCopa Libertadores 2026destaqueEstudiantesEstudiantes x FlamengoFlamengofutebol sul-americanoLeonardo JardimLibertadoressemifinal da libertadores

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