
Segundo informações vindas da Argentina, o Atlético-MG está muito perto de acertar com um novo comandante para a vaga de Jorge Sampaoli. Trata-se do argentino Eduardo Domínguez, de 47 anos, que comanda o Estudiantes.
A notícia, cravada pela imprensa local na tarde desta quinta-feira (19), caiu como uma “bomba” no país vizinho. Conforme relatou o Diário Olé, ela surpreendeu torcedores e jornalistas.
Certamente, a surpresa se deve ao fato de Domínguez ser o atual campeão argentino e ter renovado seu contrato com o Estudiantes em janeiro, com vínculo até o fim de 2027 (veja o anúncio da renovação abaixo).
No entanto, uma proposta financeiramente superior e um projeto esportivo robusto apresentados pelo Galo pesaram na decisão. Assim como os desgastes internos no clube de La Plata também pesaram na decisão.
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Segundo a imprensa argentina, o treinador fará sua despedida do Estudiantes nesta sexta-feira (20), contra o Sarmiento, e depois embarca para Belo Horizonte.
Mas quem é o técnico que fez o Atlético-MG investir para tirá-lo de um trabalho consolidado e vitorioso?
O “Milagre de Colón”
Ex-zagueiro, Eduardo Domínguez, apelidado de “Barba” passagens por clubes como Vélez Sarsfield e Huracán. Ele iniciou a carreira de treinador em 2015, no próprio Huracán.
Após passagens por Colón e Nacional, do Uruguai, foi em seu retorno ao Colón, em 2020, que ele alcançou o primeiro grande feito de sua carreira.
Em 2021, ele protagonizou o que ficou conhecido como “O Milagre de Colón”, ao conduzir o modesto clube de Santa Fé ao seu primeiro e único título nacional em 116 anos de história. A conquista foi da Copa da Liga Argentina e a façanha elevou seu status no cenário sul-americano.
A era de ouro no Estudiantes
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Após uma breve passagem pelo Independiente, Domínguez assumiu o Estudiantes em março de 2023 e iniciou o ciclo mais vitorioso de sua carreira.
Em menos de três anos, transformou a equipe em uma máquina de vencer e empilhou troféus, recolocando o clube entre os protagonistas do país.
Pelo time de La Plata, foram cinco títulos: a Copa Argentina (2023), a Copa da Liga (2024), o Troféu dos Campeões (2024 e 2025) e o mais importante, o Campeonato Argentino (Clausura) de 2025. Em 163 jogos, obteve um aproveitamento de quase 55%, com 74 vitórias.
Desgaste após título
Segundo a imprensa argentina, a decisão de deixar um trabalho tão bem-sucedido foi influenciada por fatores além da proposta do Atlético.
A recente venda de jogadores importantes do elenco, como Santiago Ascacibar e Cristian Medina, irritou o técnico. Além disso, a relação com o presidente do clube, Juan Sebastián Verón, nunca foi de proximidade. Assim foi criado o cenário ideal para a mudança de ares.





