
Memphis Depay apresentou uma contraproposta ao Corinthians para renovar seu contrato. O atacante aceitou reduzir a remuneração, mas pediu um novo vínculo de três anos, válido até julho de 2029. A diretoria recebeu as condições e deverá dar uma resposta nos próximos dias.
O contrato atual termina em 31 de julho de 2026. Apesar da aproximação entre as partes, o acordo ainda não foi fechado. Os representantes do holandês aguardam uma definição para organizar seu retorno ao Brasil ou começar a avaliar propostas de outros clubes.
Memphis oferece redução salarial e bônus menores
Na contraproposta, Memphis aceitou receber um salário inferior ao previsto em seu atual contrato. O novo acordo também teria bonificações menores por partidas, gols, assistências e títulos. O jogador considera que essas mudanças representam concessões importantes diante da situação financeira do Corinthians.
O modelo atual prevê aproximadamente R$ 28,3 milhões em salários e o mesmo valor em direitos de imagem durante todo o vínculo, o que corresponde a cerca de R$ 2,57 milhões mensais. O contrato ainda possui luvas, premiações e bônus esportivos que aumentam o custo total para o clube.
O Corinthians considera essa estrutura insustentável e apresentou uma proposta com valores menores e outras formas de remuneração. O executivo de futebol Marcelo Paz explicou que o novo modelo poderá envolver produtos, eventos e patrocínios desenvolvidos em conjunto com o atleta.
Duração do contrato é ponto importante
Enquanto Memphis pede permanência até julho de 2029, a oferta inicial do Corinthians previa um vínculo até meados de 2028. A duração maior daria segurança ao jogador e permitiria distribuir alguns compromissos financeiros do clube por um período mais longo.
Aos 32 anos, o holandês encerraria o contrato solicitado próximo dos 35. Por isso, parte da diretoria e de grupos políticos do clube avalia com cautela o risco de assumir um compromisso de três temporadas com um dos jogadores mais caros do futebol brasileiro.
Memphis, por outro lado, acredita que pode continuar contribuindo dentro e fora de campo. O atacante propôs participar de projetos internacionais para fortalecer a marca do Corinthians e colocou integrantes de sua equipe pessoal na busca por parceiros comerciais.

Dívida superior a R$ 40 milhões entraria no acordo
Outro ponto importante da negociação é a dívida do Corinthians com Memphis. Segundo o ge, o valor ultrapassa R$ 40 milhões e envolve bonificações previstas no atual contrato que não foram pagas pelo clube.
A contraproposta prevê que essa quantia seja dividida e quitada ao longo dos 36 meses do novo vínculo. Caso a renovação não seja concluída, o jogador poderá cobrar o pagamento integral, com correção e juros. Uma disputa internacional também poderia provocar futuramente um novo transfer ban contra o Corinthians.
O parcelamento interessa ao clube porque reduz a pressão imediata sobre o caixa. Para Memphis, a extensão serviria como garantia de recebimento e permitiria a continuidade de sua passagem pelo futebol brasileiro.
Renovação divide opiniões no Corinthians
Memphis conta com o apoio público do presidente Osmar Stabile, do executivo Marcelo Paz e do técnico Fernando Diniz. O atacante mantém boa relação com os três e gosta do modelo de trabalho da atual comissão técnica.
A permanência, porém, enfrenta resistência interna. Integrantes de diferentes grupos políticos consideram que mesmo um contrato reduzido poderá ser pesado para um clube endividado e impedido de registrar reforços por punições nacionais e internacionais.
O departamento de futebol entende que a saída enfraqueceria um elenco que possui poucas condições de receber novas contratações nesta janela. Memphis é considerado uma das principais referências técnicas e comerciais do time.
Transfer bans não impediriam extensão
Segundo o entendimento apresentado pelo ge, os transfer bans ativos não impediriam a renovação porque ela seria tratada como extensão de um vínculo existente, e não como registro de uma nova contratação.
O assunto, porém, precisa ser resolvido rapidamente. O estafe do atacante considera a contraproposta como a última desta rodada de negociações e espera uma manifestação imediata da diretoria.
Enquanto aguarda, Memphis permanece na Espanha e realiza trabalhos com um preparador físico particular. Pessoas próximas ao atleta afirmam que ele estaria em condições de voltar aos jogos sem precisar cumprir um longo período de recondicionamento.
O cenário agora está nas mãos do Corinthians: aceitar um contrato mais longo para preservar seu principal nome ou encerrar a passagem do holandês e lidar com a cobrança da dívida acumulada.





