Alejandro Domínguez sai em defesa de Infantino em meio à crise na Fifa

Presidente da Conmebol chama dirigente de líder da transformação do futebol e elogia Copa do Mundo com 48 seleções, enquanto pressão europeia aumenta sobre o comando da entidade

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, saiu publicamente em defesa de Gianni Infantino em meio à crise política enfrentada pelo dirigente na Fifa. Durante passagem pela Colômbia, o paraguaio elogiou o trabalho realizado nos últimos anos e afirmou que Infantino deve ser reconhecido como um dos responsáveis pela transformação recente do futebol mundial.

Domínguez destacou especialmente a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções, formato utilizado pela primeira vez em 2026. Segundo ele, o torneio superou suas próprias expectativas e reforçou a avaliação positiva sobre a gestão do atual presidente da Fifa. “Há um líder para essa transformação”, declarou, antes de apontar diretamente Infantino.

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Apoio acontece em momento delicado para Infantino

A manifestação ocorre justamente quando Infantino enfrenta uma das maiores crises de sua passagem pela Fifa. O dirigente sofreu forte desgaste após apresentar um projeto para abrir parte da operação comercial das Copas do Mundo ao investimento privado. A proposta previa a venda de uma participação de 20% em uma nova estrutura comercial, mas acabou abandonada depois de forte resistência de entidades e dirigentes do futebol internacional.

A UEFA esteve entre as principais opositoras do projeto. Mesmo depois do recuo da Fifa, a entidade europeia manteve forte pressão sobre Infantino, enquanto algumas federações passaram a questionar publicamente sua permanência e seu apoio para a eleição presidencial de 2027.

A Conmebol, por outro lado, escolheu um caminho diferente. A entidade sul-americana divulgou posicionamento defendendo o respeito aos processos institucionais da Fifa e criticando ações consideradas unilaterais durante a crise. Federações de países como Argentina, Paraguai, Equador e Venezuela também manifestaram apoio ao presidente da entidade máxima do futebol.

Domínguez mantém longa aliança com Infantino

O posicionamento de Alejandro Domínguez não representa uma mudança de postura. O presidente da Conmebol é um dos principais aliados de Infantino no futebol internacional e já havia declarado apoio à sua continuidade antes mesmo da atual crise.

A relação também envolve um projeto importante para a América do Sul: a ampliação da Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções. A Conmebol defende o formato como forma de aumentar a participação de Argentina, Paraguai e Uruguai na competição do centenário. Atualmente, cada um dos três países receberá apenas uma partida, antes de o torneio seguir principalmente para Espanha, Portugal e Marrocos.

A proposta sul-americana busca elevar essa participação para 18 jogos, seis em cada um dos três países, caso o Mundial seja ampliado. Infantino já demonstrou disposição para discutir a ideia, embora ainda não exista uma decisão definitiva da Fifa.

Infantino busca apoio antes da eleição de 2027

O presidente da Fifa esteve nesta semana na Colômbia, onde apareceu ao lado de Domínguez e de dirigentes locais. A viagem ocorre em um momento no qual diferentes blocos do futebol mundial começam a definir posições sobre seu futuro.

A eleição para a presidência da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino poderá disputar mais um mandato, que iria até 2031.

Enquanto a UEFA mantém uma postura de confronto e algumas federações europeias retiram apoio, Infantino recebeu respaldo recente de dirigentes africanos e de diferentes associações sul-americanas. A declaração de Alejandro Domínguez reforça que, apesar da crise, o presidente da Fifa continua contando com um aliado importante na Conmebol.

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