
O Flamengo inicia nesta quinta-feira (19), às 21h30, a busca pelo bicampeonato da Recopa Sul-Americana, taça que conquistou em 2020. O adversário é o Lanús, da Argentina, atual campeão da Copa Sul-Americana. A primeira partida da decisão acontece no Estádio La Fortaleza, um conhecido caldeirão argentino, onde o time da casa tentará construir uma vantagem para o jogo de volta, no Maracanã.
E o que o torcedor rubro-negro pode estar se perguntando é: como chega o time argentino para este confronto? Desde a conquista sobre o Atlético-MG, em novembro, o Lanús mudou pouco, mas seu momento atual inspira cuidados, especialmente por uma instabilidade do setor defensivo do Lanús, o que pode ser uma boa notícia para o ataque poderoso do Flamengo de Filipe Luís.
Base mantida e momento de instabilidade
A principal força do Lanús para a decisão é a manutenção da base campeã da Sul-Americana. O clube conseguiu segurar seus principais jogadores, como o goleiro Nahuel Losada e o meia Marcelino Moreno. A única baixa significativa foi a aposentadoria do ídolo Lautaro Acosta. Para reforçar o elenco, chegaram três nomes: o lateral-direito Tomás Guidara, o meia chileno Matías Sepúlveda e o goleiro Franco Petroli.
Apesar da manutenção do elenco, o início de temporada em 2026 tem sido irregular. O time é o sexto colocado em seu grupo no Campeonato Argentino e vem de uma sequência de três jogos sem vencer (dois empates e uma derrota). A defesa, ponto forte na campanha da Sul-Americana (sofreu apenas 8 gols em 14 jogos), foi vazada em todas as seis partidas disputadas neste ano.
As armas do time de Pellegrino
Taticamente, o Lanús não é uma equipe que pressiona a saída de bola adversária. A equipe prefere se defender em um bloco médio, o que pode dar espaço para o Flamengo construir as jogadas desde a defesa. Prova disso é que, na Sul-Americana, o time argentino foi um dos que mais cedeu finalizações aos adversários.
O ponto forte da equipe é a construção ofensiva pelo meio, sob o comando do meia Marcelino Moreno, que vem sendo novamente um dos protagonistas do Lanús neste início de temporada, com 3 gols no Campeonato Argentino até aqui. A bola parada também é uma arma poderosa, utilizada com frequência para criar oportunidades de gol.

Dúvidas importantes e o fator “caldeirão”
O técnico Mauricio Pellegrino tem duas grandes preocupações para o jogo. O artilheiro Rodrigo Castillo está fora, com uma lesão muscular. Seu substituto deve ser o experiente Walter Bou. Principal estrela do time, como citamos mais acima no texto, o meia Marcelino Moreno, ex-Coritiba, sofre com dores no pé e é dúvida. Apesar disso, ele foi relacionado e será testado até momentos antes da partida.
Além do time, o Flamengo enfrentará um ambiente hostil. Como alertou o ex-jogador Luiz Antônio em entrevista à ESPN Brasil, o estádio La Fortaleza é “apertadinho”, com a torcida muito próxima ao campo, o que gera uma enorme pressão sobre a arbitragem e os adversários. A famosa “catimba” argentina e a atmosfera pesada vinda das arquibancadas tendem a ser armas usadas pelo Lanús para tentar igualar o confronto contra o elenco recheado do Flamengo.





