Demitido no Atlético-MG, Sampaoli segue padrão recente de trabalhos curtos e sem títulos

Foto: Pedro Souza / Atlético

A segunda passagem de Jorge Sampaoli pelo Atlético-MG chegou ao fim. O clube anunciou o desligamento do treinador argentino na tarde desta quinta-feira (12), após o frustrante empate por 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro. A decisão encerra um trabalho de apenas cinco meses, marcado por instabilidade e resultados bem abaixo do esperado.

Contratado em setembro de 2025 para substituir Cuca, Sampaoli encerrou a temporada passada com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana, perdendo a final para o Lanús nos pênaltis, e com uma modesta 11ª colocação no Brasileirão. O início de 2026 não trouxe melhoras: em 10 jogos, foram apenas duas vitórias. O time chega à última rodada do Campeonato Mineiro correndo risco de eliminação na primeira fase e ainda não venceu nas três primeiras rodadas do Brasileiro.

A passagem decepcionante pelo Galo, no entanto, não é um ponto fora da curva na carreira recente do treinador. Pelo contrário, ela reforça um padrão de trabalhos cada vez mais curtos, com aproveitamento mediano e, principalmente, sem a conquista de títulos.

A queda no desempenho e a falta de sequência

Desde que deixou o Olympique de Marseille, em meados de 2022 – seu último trabalho em que completou uma temporada inteira –, Sampaoli não conseguiu mais se firmar em nenhum clube. A intensidade de seus métodos parece gerar um desgaste rápido, resultando em ciclos curtos e saídas conturbadas.

O último título conquistado por Jorge Sampaoli foi justamente o Campeonato Mineiro de 2020, em sua primeira e bem-sucedida passagem pelo Atlético. De lá para cá, já são quase seis anos sem levantar uma taça, um jejum que reflete a dificuldade do argentino em transformar suas ideias em resultados consistentes e duradouros.

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