A segunda passagem de Jorge Sampaoli pelo Atlético-MG chegou ao fim. O clube anunciou o desligamento do treinador argentino na tarde desta quinta-feira (12), após o frustrante empate por 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro. A decisão encerra um trabalho de apenas cinco meses, marcado por instabilidade e resultados bem abaixo do esperado.
Contratado em setembro de 2025 para substituir Cuca, Sampaoli encerrou a temporada passada com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana, perdendo a final para o Lanús nos pênaltis, e com uma modesta 11ª colocação no Brasileirão. O início de 2026 não trouxe melhoras: em 10 jogos, foram apenas duas vitórias. O time chega à última rodada do Campeonato Mineiro correndo risco de eliminação na primeira fase e ainda não venceu nas três primeiras rodadas do Brasileiro.
A passagem decepcionante pelo Galo, no entanto, não é um ponto fora da curva na carreira recente do treinador. Pelo contrário, ela reforça um padrão de trabalhos cada vez mais curtos, com aproveitamento mediano e, principalmente, sem a conquista de títulos.
Jorge Sampaoli não é mais o treinador do Galo
Após reunião na Cidade do Galo, no início da tarde desta quinta-feira (12/2), as partes chegaram a um entendimento para encerramento do trabalho do técnico.
Para a partida diante do Itabirito, neste sábado (14/2), em Nova Lima, a… pic.twitter.com/9se1i1O73h
— Atlético (@Atletico) February 12, 2026
A queda no desempenho e a falta de sequência
Desde que deixou o Olympique de Marseille, em meados de 2022 – seu último trabalho em que completou uma temporada inteira –, Sampaoli não conseguiu mais se firmar em nenhum clube. A intensidade de seus métodos parece gerar um desgaste rápido, resultando em ciclos curtos e saídas conturbadas.
- Sevilla (22/23): Durou pouco mais de cinco meses. Foi demitido com o time brigando contra o rebaixamento no Campeonato Espanhol. Foram 31 jogos com aproveitamento de 46%.
- Flamengo (23): Chegou com grande expectativa e saiu após cinco meses, acumulando os vice-campeonatos da Copa do Brasil e do Brasileirão. Foram 39 jogos com 65% de aproveitamento.
- Rennes (24/25): Sua passagem mais curta e desastrosa. Durou menos de três meses e foi demitido após apenas 10 jogos, com um aproveitamento baixíssimo de 20%.
- Atlético-MG (25/26): Repetiu o ciclo de cinco meses, com 34 jogos e um aproveitamento de 45%.
O último título conquistado por Jorge Sampaoli foi justamente o Campeonato Mineiro de 2020, em sua primeira e bem-sucedida passagem pelo Atlético. De lá para cá, já são quase seis anos sem levantar uma taça, um jejum que reflete a dificuldade do argentino em transformar suas ideias em resultados consistentes e duradouros.





