Fluminense chega a oito jogos sem vencer e crise invade a Libertadores

Empate sem gols com o Independiente Rivadavia amplia jejum tricolor, provoca protestos no Maracanã e obriga equipe de Zubeldía a buscar classificação na Argentina

Foto: Lucas Merçon / Fluminense

A má fase do Fluminense chegou à Libertadores. O Tricolor empatou por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, nesta terça-feira (11), no Maracanã, pela ida das oitavas de final, e alcançou a marca de oito partidas oficiais consecutivas sem vitória. A sequência soma sete empates e uma derrota e já custou a eliminação na Copa do Brasil.

O resultado continental aumentou a pressão porque o desempenho foi novamente ruim. Mesmo jogando em casa, o Fluminense criou pouco e viu o adversário argentino produzir as melhores oportunidades. O goleiro Fábio fez defesas importantes, e uma finalização de Matías Fernández ainda acertou a trave. O Tricolor terminou a partida com apenas três finalizações no alvo.

Fluminense não vence desde maio

A última vitória oficial aconteceu em 27 de maio, quando o Fluminense derrotou o Deportivo La Guaira por 3 a 1 e conseguiu a classificação às oitavas da própria Libertadores. Quatro dias depois, o time empatou com o Cruzeiro antes da pausa para a Copa do Mundo e iniciou o atual jejum.

Desde então, a sequência:

São sete empates e apenas uma derrota, mas a quantidade de igualdades não diminui o tamanho do problema. O único revés da sequência foi justamente o mais caro: a derrota por 3 a 1 para o Vasco eliminou o Fluminense nas oitavas da Copa do Brasil.

Ataque virou um dos principais problemas

Luis Zubeldía vem modificando jogadores e até o sistema tático, mas ainda não encontrou uma solução.

Segundo levantamento do ge, o treinador repetiu a escalação apenas uma vez durante a sequência negativa. Hulk, Rodrigo Castillo, Germán Cano, Soteldo, Savarino e Lucho Acosta receberam oportunidades em diferentes formações.

A produção dos atacantes, entretanto, despencou. Nos sete jogos realizados desde o retorno após a Copa, os atacantes do Fluminense marcaram apenas um gol, anotado por Hulk em cobrança de pênalti.

Contra o Independiente Rivadavia, Hulk e Castillo começaram juntos, mas pouco produziram. Cano entrou no segundo tempo e também não conseguiu resolver.

Torcida perde a paciência no Maracanã

A sequência negativa já mudou também o ambiente nas arquibancadas.

Após o empate pela Libertadores, os jogadores deixaram o gramado sob vaias e gritos de “time sem vergonha”. Zubeldía e o diretor-geral Mário Bittencourt foram xingados, enquanto Hulk também ouviu protestos ao ser substituído.

Thiago Silva reconheceu que a cobrança é consequência do desempenho recente.

“É cada um assumir a responsabilidade que tem que assumir.”

O capitão afirmou que o Fluminense não vem entregando tecnicamente e fisicamente aquilo que a torcida espera e considerou legítima a insatisfação demonstrada no Maracanã.

Confira como foi o jogo contra contra o Independiente Rivadavia, pela Libertadores, no Maracanã 

Libertadores vira decisão ainda maior

O 0 a 0 deixa tudo aberto para a partida de volta, mas retira do Fluminense a vantagem de decidir a classificação em casa.

Independiente Rivadavia e Fluminense voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (18), às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. Uma vitória por qualquer placar classifica o Tricolor. Novo empate leva a decisão para os pênaltis, enquanto uma derrota significa eliminação.

O cenário é especialmente incômodo porque o adversário já havia causado problemas ao Fluminense na fase de grupos. Foram três confrontos entre as equipes nesta Libertadores e o Tricolor ainda não venceu: uma derrota no Maracanã e dois empates.

Apesar da crise, Zubeldía demonstrou confiança:

“Temos bons jogadores o suficiente para ganhar a Libertadores.”

O problema para o treinador é transformar essa confiança em desempenho.

Palmeiras aparece antes da decisão

Antes de viajar para Mendoza, o Fluminense terá outro desafio pesado.

O Tricolor enfrenta o Palmeiras no sábado (15), às 16h30, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O Fluminense ocupa atualmente a quarta posição, com 35 pontos, e já perdeu terreno em relação aos primeiros colocados durante a sequência sem vitórias.

O confronto ganha peso também pelo momento emocional. Uma vitória contra o líder poderia aliviar a pressão antes da partida mais importante do semestre. Outro tropeço levaria o Fluminense à Argentina podendo alcançar nove jogos sem vencer.

A Libertadores, que poderia servir como oportunidade para deixar a crise para trás, acabou incorporada ao problema.

Agora, depois de cair na Copa do Brasil e perder força no Brasileirão, o Fluminense tem uma semana para encontrar as soluções que não apareceram nos últimos oito jogos. Caso contrário, a crise poderá custar também a competição mais importante do calendário tricolor.

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