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Ministério do Esporte lidera reunião para tratar da estratégia de combate à violência em eventos esportivos

Doentes por Futebol por Doentes por Futebol
12 de fevereiro de 2025
no Nacional
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Foto: Ronaldo Caldas/MEsp

O secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Athirson Mazolli, do Ministério do Esporte, reuniu-se na manhã desta terça-feira,11/2, com representantes da Polícia Rodoviária Federal – PRF, da Secretaria Nacional de Trânsito – SENATRAN, do Instituto nacional de Educação no Trânsito – Ibetran, da Confederação Brasileira de Futebol – CBF e da Associação Nacional das Torcidas Organizadas – ANATORG para discutir as medidas que devem ser adotadas para enfrentar e reduzir os episódios de violência e dar mais segurança ao público que prestigia eventos esportivos em todo o país.

A reunião é fruto da preocupação com o aumento dos episódios de violência registrados nos últimos meses, que já deixaram mortos e feridos em várias regiões do país, nos estádios e fora deles, envolvendo integrantes de torcidas organizadas.

Luiz Cláudio do Carmo, presidente da Associação Nacional das Torcidas Organizadas, que participou da reunião de forma virtual, vê a inciativa como fundamental para alcançar a meta de transformar os estádios de futebol em um ambiente de paz e respeito mútuo.

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Recentemente, o Ministério do Esporte levou ao ar, por meio de diferentes tipos de mídias e pelos grandes veículos de comunicação em todo o país, uma campanha educativa cujo eixo central era a paz nos estádios de futebol. A campanha “Cadeiras Vazias” alertava para as tragédias provocadas por brigas de torcidas nos estádios que resultaram em perdas de vidas, tristeza irreparável e sofrimento para as famílias das vítimas.

Agir de forma proativa
“Sempre que um episódio desses acontece, o Ministério do Esporte é um dos primeiros a manifestar publicamente o repúdio à violência. Mas percebemos que é preciso ir além das notas oficiais. Precisamos agir de forma proativa para inibir novas tragédias, encontrar meios de responsabilizar de forma exemplar os envolvidos e dar garantias de segurança às famílias que querem apenas desfrutar da alegria de torcer pelo time de sua preferência”, diz o secretário nacional de futebol, Athirson Mazolli.

O coordenador-geral de Governança e Gestão Estratégica da Secretaria Executiva do Ministério do Esporte, Marcio Arbach, que também esteve na reunião, ressaltou que a Lei Geral do Esporte traz artigos específicos sobre o Plano Nacional de Cultura e Paz não apenas no futebol, mas nos eventos esportivos de forma mais ampla.

Na opinião dele, “o mais difícil é o trabalho de reverter a cultura que induz à violência. E isso não é só responsabilidade do Ministério do Esporte, mas da sociedade como um todo. Encontrar medidas e planejar ações que nos permitam alcançar esse objetivo é o nosso desafio”.

Walber Nascimento, superintendente da Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais, que também participou da reunião via internet, lembrou que o respeito às leis de trânsito é um componente fundamental para a redução da violência nos eventos esportivos. Dados expostos pela coordenadora geral de educação no trânsito, da SENATRAN, Isabela Rizzotti, traduzem o impacto dessa variável para o aumento dos indicadores de violência envolvendo grandes eventos.

Em 2023, foram registradas 30.000 mortes no trânsito e mais de 180.000 feridos graves, segundo dados do PNATRANS – Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. E os custos para tratar as vítimas desses acidentes são estimados em R$ 50 bilhões por ano, considerando impactos econômicos e sociais.

Dados da PRF apontam que 15% dos acidentes com ônibus e vans envolvem veículos clandestinos. Em operações recentes, foram apreendidos mais de 3.500 veículos irregulares em rotas para eventos esportivos. O excesso de velocidade, segundo esses dados, é responsável por 30% dos acidentes fatais. O uso do celular ao volante, um dos principais fatores de distração, está associado a 20% dos acidentes graves. Por fim, a combinação de álcool e direção está presente em 1 a cada 5 acidentes fatais. “São esses números que transformam a chegada e a dispersão do público aos grandes eventos esportivos em momentos críticos para o trânsito no Brasil”, argumenta o superintendente da PRF em Minas Gerais, Walber Nascimento.

Ações específicas

A CBF, representada na reunião pelo Oficial de Segurança, Nilton Mascarenhas, acredita que o esforço de todos é fundamental para o resgate da paz nos eventos esportivos. E destaca que, no caso específico do futebol, o comprometimento da Associação Nacional das Torcidas Organizadas com essa causa é indispensável.

Danilo Costa, presidente do Instituto Brasileiro de Educação no Trânsito – IBETRAN sugeriu que a CBF atue para alinhar o calendário dos campeonatos de futebol com o das campanhas trânsito. “Assim será possível usar as partidas de futebol como um espaço permanente para as campanhas de conscientização no trânsito, alcançando milhões de brasileiros”, disse ele.

Próximos passos
As ações sugeridas durante deverão ser parte de um planejamento que amplie a identificação de parceiros estratégicos e permita o desenvolvimento de novas campanhas em todo o território nacional.

“Embora o enfrentamento à violência nos eventos esportivos, estádios de futebol e arredores não seja uma atribuição direta do Ministério do Esporte, penso que é o nosso papel, como instituição pública, liderar a discussão sobre o que pode e deve ser feito para encontrar o melhor caminho que possibilite diminuir os índices de violência em todo o país. É isso o que estamos fazendo” finalizou Athirson.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Tags: combate à violênciaMinistério do esporteViolência nos esportes

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