
No mais recente episódio do videocast Sport Insider, em parceria com a N Sports, o jornalista Rodrigo Capelo entrevista André Rocha, CEO do Red Bull Bragantino, em uma conversa franca sobre o modelo de gestão de um dos clubes com menor investimento da Série A. Apesar dos recursos limitados, o Bragantino já figurou entre os líderes do campeonato e também enfrentou momentos de luta contra o rebaixamento. O programa vai ao ar às sextas-feiras, às 18h, no canal do YouTube.
Rocha reconhece os desafios enfrentados: “Somos uma empresa que se destaca por realizar feitos extraordinários, enfrentando os grandes e fazendo mais com menos.” Ele afirma que seria possível buscar um orçamento maior, mas isso iria contra os valores da Red Bull. “Talvez eu não fosse tão leal aos princípios que a empresa e eu compartilhamos.”
A estratégia do clube é bem definida: investir na formação de talentos, com um centro de treinamento de alto nível, e evitar soluções fáceis. “Seria muito simples montar uma seleção, contratar jogadores consagrados e garantir um lugar entre os três primeiros”, diz. Para ele, o verdadeiro mérito está em competir de forma equilibrada com os grandes clubes, mesmo com um orçamento reduzido. “Disputar 70% do campeonato contra os gigantes deveria ser muito mais valorizado.”
Capelo também questiona a influência da sede da Red Bull, na Áustria, nas decisões do clube. Rocha explica que existe uma estratégia global, mas com execução local: “Cabe a mim levar as decisões para a Áustria, e a eles cabe desafiar essas propostas.” Ele admite que o projeto não evoluiu na velocidade esperada e aponta a instabilidade na gestão como um dos motivos. Ainda assim, reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a inovação, mesmo que isso represente seguir um caminho menos convencional.
A conversa também explora a filosofia da empresa, traçando um paralelo entre futebol e Fórmula 1: “Por que na Fórmula 1 não contratamos um piloto já consagrado? Porque seria muito mais caro, e eu não evoluiria junto com ele. No futebol, a lógica é a mesma.”





