Quem são os árbitros brasileiros na Copa 2026? Conheça o perfil de Claus, Abatti e Wilton

Foto: CBF/Divulgação

A FIFA confirmou nesta quinta-feira (9) a lista de árbitros para a Copa do Mundo de 2026, e o Brasil terá um trio de representantes no apito. São eles: Raphael Claus (SP), Wilton Pereira Sampaio (GO) e Ramon Abatti Abel (SC).

A fim de curiosidade, a convocação marca um recorde para o país, que não enviava três árbitros de campo para um Mundial desde a edição de 1950, disputada em casa.

Além do trio principal, o Brasil terá uma delegação robusta na arbitragem, com cinco assistentes — Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS). Juntamente com eles, Rodolpho Toski Marques (PR) irá como árbitro de vídeo.

Conheça abaixo o perfil de cada um dos três árbitros brasileiros que estarão na Copa nos Estados Unidos, Canadá e México.

Raphael Claus (SP)

Aos 46 anos, o paulista Raphael Claus é um dos árbitros mais experientes e premiados do Brasil. Esta será sua segunda participação em uma Copa do Mundo, após ter apitado dois jogos na fase de grupos da edição de 2022, no Catar (Inglaterra x Irã e Canadá x Marrocos).

Árbitro do quadro da FIFA desde 2015, Claus tem no currículo finais importantes como a da Copa Sul-Americana de 2019 e a da Copa do Brasil do mesmo ano. Ele foi eleito o melhor árbitro do Brasileirão por três anos consecutivos (2016, 2017 e 2018).

Nesta temporada, Claus já apitou 16 jogos, com destaque para 5 partidas do Brasileirão, uma na Libertadores e 4 do Paulista. Ele tem uma média de 3,6 cartões amarelos por jogo e 0,3 cartões vermelho por partida. 

Anteriormente, em 2025, foram 47 jogos com Claus no apito, com destaque para 22 duelos do Brasileiro, 6 da Libertadores, 6 da Copa do Brasil, além da final do Campeonato Paulista.

Wilton Pereira Sampaio (GO)

Foto: CBF TV/Reprodução

Wilton Pereira Sampaio, de 44 anos, é o mais experiente do trio em competições internacionais. Árbitro FIFA desde 2013, o goiano também vai para sua segunda Copa do Mundo como árbitro principal.

No Catar, em 2022, ele teve grande destaque, apitando quatro partidas, incluindo o tenso confronto das quartas de final entre Inglaterra e França.

Além da Copa, Wilton esteve no Mundial de Clubes de 2025 do ano passado e já apitou três finais de Copa do Brasil (2012, 2019 e 2022).

Neste ano, ele já comandou 19 partidas sendo 6 do Brasileirão, 1 da Libertadores, além das finais do Baiano e Paraibano. Aliás, ele tem uma média de 4,78 cartões amarelos e 0,3 expulsões por jogo.

Em 2025, Wilton esteve à frente do apito em 54 partidas. Ao passo que os destaques foram 23 jogos do Brasileiro, apitou a final da Copa do Brasil e três jogos do Mundial de Clubes, entre eles as oitavas entre PSG e Inter Miami.

Ramon Abatti Abel (SC)

Aos 36 anos, o catarinense Ramon Abatti Abel é o estreante do trio em Copas do Mundo e protagonista de uma história de superação. Árbitro FIFA desde 2023, ele teve uma ascensão meteórica, apitando a final olímpica masculina em Paris 2024.

Abatti Abel foi escolhido para ser um dos representantes do Brasil no Mundial de Clubes de 2025, atuando em dois confrontos da primeira fase. Contudo, foi sua atuação nas quartas de final entre Real Madrid x Dortmund, que mais rendeu elogios.

Sua convocação, no entanto, vem após um período conturbado. Abatti foi duramente criticado e suspenso pelo STJD por não marcar um pênalti no clássico entre São Paulo e Palmeiras, em outubro do ano passado.

Apesar da polêmica doméstica, suas boas atuações em torneios da FIFA, consideradas mais relevantes pela entidade, garantiram sua vaga.

Ele já apitou 19 jogos na temporada 2026, com destaque para 6 do Brasileirão, 1 da Libertadores, além das finais dos Campeonato Paraense e Catarinense. A saber, ele teve uma média nestes jogos de 4,68 cartões amarelos por jogo e apenas 2 expulsões.

Em 2025, como já citado, ele teve um primeiro semestre de destaque, com finais da Supercopa do Brasil, Campeonato Gaúcho e Catarinense. Somada a participação no Mundial de Clubes já citada acima.

Porém, o episódio no São Paulo x Palmeiras prejudicou seu desempenho no segundo semestre, apitando apenas 15 jogos no Brasileirão do ano passado.

 

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