A presença de Neymar em campo na partida decisiva contra o Sport, nesta sexta-feira, pela rodada 36 do Campeonato Brasileiro é o grande dilema que paira sobre a Vila Belmiro. Em meio a uma desesperada luta contra o rebaixamento na reta final do Campeonato Brasileiro, o Santos pode ter que contar com seu principal craque atuando “no sacrifício”. A questão que fica é: diante dos números, vale a pena arriscar a saúde do jogador?
O camisa 10 sofre com um esgarçamento na região do menisco do joelho esquerdo. O problema causa dores e uma sensação de instabilidade, e a recomendação médica inicial seria a realização de uma cirurgia, o que encerraria a temporada do atleta. Mesmo assim, ciente da importância do momento para o clube, Neymar treinou nos últimos dias com uma proteção no local e se colocou à disposição, indicando que pode ir para o jogo mesmo que precise de infiltração para suportar as dores.

De acordo com o jornalista Lucas Musetti, do UOL, Neymar treinou entre os titulares nesta quinta-feira na maior parte do tempo, mas ainda não se sabe se o técnico Juan Pablo Vojvoda o escalará como titular ou vai deixá-lo no banco para colocar em caso de necessidade pelo andamento da partida.
A decisão é delicada e coloca na balança o risco físico e a dependência que o time tem de ter seu principal astro em campo. Uma análise fria das estatísticas do Santos ao longo de 2025, especialmente no Brasileirão, mostra que a diferença entre ter ou não ter Neymar em campo é considerável e ao menos nos números mostra que para o time seria importante tê-lo atuando nestes três jogos que restam para escapar de um retorno para a Série B.
O desempenho do Santos COM Neymar
Considerando toda a temporada de 2025, o aproveitamento do time com o craque é de 51%, com 10 vitórias, 8 empates e 7 derrotas em 25 jogos. A média de gols sofridos também cai de 1.5 para 1.1 por partida.
No recorte específico do Campeonato Brasileiro, a diferença também é significativa. Nos 17 jogos em que atuou, o Peixe somou 23 pontos, com um aproveitamento de 45%. Essa pontuação, se mantida ao longo do torneio, colocaria o Santos com uma campanha semelhante ao oitavo colocado São Paulo, que ainda briga por uma possível vaga na pré-Libertadores. Com ele, o time marcou 18 gols e o atacante participou diretamente de quatro deles.
O desempenho do Santos SEM Neymar
O cenário sem o camisa 10 cai consideravelmente. O aproveitamento geral na temporada despenca para apenas 29%, com 5 vitórias, 8 empates e 13 derrotas em 26 partidas. A defesa se torna muito mais vulnerável, sofrendo em média 1.5 gols por jogo.
No Brasileirão, a ausência de Neymar é sinônimo de Z4. Nos 18 jogos sem ele, o Santos conquistou apenas 15 pontos, registrando um aproveitamento de um time que estaria bem próximo do rebaixamento: 27,7%. Se tivesse este aproveitamento nos 35 jogos, hoje o Santos estaria com apenas 29 pontos, a quatro do Juventude (19º) e a 10 pontos do Vitória, primeiro fora do Z4.
Foram apenas 3 vitórias, 6 empates e 9 derrotas. Os números mostram que, sem seu principal jogador, o Santos tem enormes dificuldades para vencer e se torna um time muito mais frágil, o que explica o dilema e a possível aposta em ter o ídolo mesmo sem seu melhor físico para tentar evitar o pior.





