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Quais os segredos do Remo para voltar à Série A depois de três décadas?

Redação Doentes Por Futebol por Redação Doentes Por Futebol
27 de novembro de 2025
no Nacional
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Foto: Instagram/Clube do Remo

Grande história desta semana no futebol brasileiro, o Remo está de volta à elite do futebol brasileiro e, em 2026, disputará a Série A do Brasileirão, um feito que parecia distante no início da temporada, mas que foi construído com base em mudanças estratégicas da diretoria, viradas de chave e a força de uma torcida apaixonada que sonhava com este feito após 31 anos sem estar na elite do futebol brasileiro.

A campanha histórica do Leão Azul na Série B de 2025 não foi obra do acaso, mas sim o resultado de uma reestruturação profunda que transformou um time de meio de tabela em uma máquina de vitórias na reta final da competição

Desde a chegada de uma nova gestão no futebol até a aposta em um “caldeirão” particular, passando por contratações certeiras e a recuperação de jogadores importantes, vários fatores foram cruciais para o sucesso. O Doentes por Futebol detalha abaixo cinco pilares que explicam como o Remo superou as adversidades e carimbou seu passaporte para a primeira divisão, ficando com a última vaga entre os que retornam à elite, ao lado de Coritiba, Athletico e Chapecoense.

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1. A “Era Braz”: Mudanças no futebol com a chegada do ex-Flamengo

A virada de chave do Remo começou fora de campo com a contratação do executivo de futebol Marcos Braz. Com um currículo vitorioso no Flamengo, onde conquistou duas Libertadores e dois Brasileiros, Braz chegou com a missão de profissionalizar o departamento e tomar decisões fortes.

Foi ele o responsável por uma reformulação no elenco, trazendo 16 novos jogadores, com uma mescla de alguns nomes com rodagem em grandes clubes do Brasil e apostas vindas da Europa, até certo ponto desconhecidas por aqui mas que se mostraram certeiras.

O dirigente, que já declarou que a ida para o Remo foi principalmente buscando sair da exposição dos grandes centros, assumiu em me um momento que o time vivia boa fase sob o comando de Daniel Paulista. Mas viu, o treinador decidir trocar a equipe paraense para disputar a Série A com o Sport. Contratou Antonio Oliveira, que não desempenhou um bom papel, mas Braz soube a hora de mexer contratando Guto Ferreira que comandou a virada de chave da equipe.

 

 

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2. O “Fator Guto Ferreira”: A chegada do treinador que mudou tudo

Quando Guto Ferreira, apelidado carinhosamente de “Gordiola”, foi contratado, o Remo ocupava a 12ª posição na Série B, a sete pontos do G-4. A chegada do experiente treinador teve um impacto imediato e avassalador.

Com um novo sistema de jogo e a recuperação da confiança do elenco, a equipe engatou uma sequência de seis vitórias consecutivas, saltou na tabela e não saiu mais da zona de acesso. Guto soube extrair o melhor de cada jogador e foi o grande arquiteto da arrancada remista.

A experiência em disputar Séries B com um grande desempenho também fez a diferença. Com o acesso do Remo, ele consegue pela quinta vez em sua história levar uma equipe à Série A. Além do Remo, ele já tinha subido com Ponte Preta (2014); Bahia (2016); Internacional (2017) e Sport (2019).

3. Reforços experientes e garimpo internacional

A reformulação promovida por Marcos Braz trouxe peças que agregaram qualidade e experiência ao elenco. Nomes conhecidos como o lateral Jorge (ex-Santos e Palmeiras), o volante Victor Cantillo (ex-Corinthians) e o meia-atacante Nathan “Pescador” chegaram para dar mais corpo ao time.

Além disso, o “garimpo” no mercado internacional foi um diferencial, com as chegadas do meio-campista grego Panagiotis Tachtsidis (ex-Roma), do atacante português João Pedro e do uruguaio Diego Hernández, que se tornaram peças fundamentais na reta final para o acesso do Remo. João Pedro inclusive foi autor de dois gols na partida contra o Goiás, que decretou o acesso do Remo.

4. O “Caldeirão” do Baenão: A troca de estádio que fez a diferença

Uma das decisões mais polêmicas e acertadas de Marcos Braz foi tirar o time do moderno Mangueirão (53 mil lugares) e levar os jogos para o acanhado Baenão (13 mil lugares). A justificativa era criar um “caldeirão” e usar a pressão da torcida como arma.

A estratégia funcionou perfeitamente. Com o apoio massivo do Fenômeno Azul, o Remo se tornou praticamente imbatível em casa, transformando o Baenão em sua maior fortaleza na campanha do acesso. O bom desempenho como mandante fez inclusive que o Remo se sentisse confortável para decidir também no Mangueirão quando necessári, como no jogo do acesso, na vitória contra o Goiás.

5. O faro de artilheiro de Pedro Rocha

Nenhuma campanha de acesso é completa sem um homem-gol. No Remo, esse papel foi desempenhado com maestria por Pedro Rocha. O experiente atacante foi a principal referência ofensiva da equipe durante toda a Série B, sendo o artilheiro do time na competição.

Seus gols decisivos, especialmente na reta final, foram fundamentais para garantir as vitórias cruciais que selaram o retorno do Leão à primeira divisão do futebol brasileiro.

Tags: Acesso do Remocampeonato brasileiro Série BClube do RemodestaqueEstádio BaenãoFenômeno AzulFutebol ParaenseGuto FerreiraLeão AzulMarcos BrazPedro RochaRemoSérie A 2026

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