
A Copa do Mundo de 2026, com seu formato inédito e inchado de 48 seleções, ainda nem começou, mas nos bastidores da FIFA e das confederações continentais, uma nova e ainda maior revolução para o ciclo de 2030 já está em pleno debate.
As discussões vão desde um novo aumento no número de participantes do Mundial até uma completa reestruturação na forma como as seleções se classificam para o torneio na Europa.
Entre as principais ideias estão uma Copa do Mundo com 64 equipes, um novo formato para as Eliminatórias Europeias inspirado na Champions League e a criação de uma Liga das Nações na América do Sul.
Copa do Mundo com 64 seleções?
A ideia que parecia uma “loucura” meses atrás agora ganha força nos corredores da FIFA, de acordo com publicação do jornal espanhol As nesta quinta-feira.
A proposta, impulsionada principalmente pela Conmebol, começou a circular no fim do ano passado e visa aumentar o número de seleções na Copa do Mundo de 48 para 64 já na edição de 2030.
De forma que o principal argumento da confederação sul-americana é dar mais jogos aos anfitriões do centenário (Argentina, Uruguai e Paraguai), que, no formato atual, teriam apenas uma partida em casa cada.
Dessa maneira, com 64 times, o número de jogos saltaria de 104 para 128, e a Conmebol sugere que cada um dos três países sul-americanos sedie um grupo inteiro da competição.
Em princípio, a ideia agrada ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que defende um Mundial mais plural.
No entanto, a proposta enfrenta forte resistência da UEFA (Europa), Concacaf (Américas do Norte e Central) e AFC (Ásia). Eles classificam a ideia como “caótica” e temem o impacto no calendário e na qualidade técnica.
Revolução nas Eliminatórias Europeias
A UEFA já bateu o martelo e anunciou uma reformulação completa em seu sistema de classificação a partir da temporada 2028/2029, afetando diretamente as Eliminatórias para a Copa de 2030.
Inspirado no novo formato da Champions League, o modelo acabará com os tradicionais grupos de jogos de ida e volta, especialmente aqueles com confrontos muito desiguais, como uma Alemanha contra San Marino.
O novo sistema será dividido em duas grandes ligas. A “Liga 1” terá as 36 melhores seleções do continente, divididas em três grupos de 12. Cada seleção fará apenas seis jogos (três em casa e três fora) contra seis adversários diferentes, sem precisar enfrentar todos do grupo.
O objetivo é criar mais jogos de alto nível e aumentar o interesse do público e da TV. As seleções de menor ranking disputarão uma “Liga 2” em formato similar.
O vencedor de cada grupo garante vaga direta na próxima Copa do Mundo, enquanto os demais vão disputar um play-off com seleções da Liga 2.
E na América do Sul? Uma nova Liga das Nações
Com Argentina, Uruguai e Paraguai já classificados como sedes da Copa de 2030, a Conmebol enfrenta um dilema: como manter o interesse e o valor comercial das Eliminatórias Sul-Americanas?
A solução em estudo é transformar o torneio em uma espécie de Liga das Nações, com título e premiação em dinheiro em jogo.
A ideia é manter o formato de pontos corridos, com todos jogando contra todos, para garantir que cada seleção tenha seus nove jogos como mandante, uma importante fonte de receita para as federações.
A disputa de um troféu e de prêmios financeiros serviria como incentivo para que até mesmo as seleções já classificadas participem com força máxima, mantendo a competitividade do torneio mais disputado do mundo.





