
O Brasil acaba de conquistar a Copa América Feminina de 2025 pelo nono título em dez edições do torneio. A taça erguida no Equador em julho passou pelas mãos de Kerolin, Gabi Portilho, Tarciane, Duda Sampaio e Gio Queiroz — nomes que até pouco tempo preenchiam apenas as categorias de base e hoje comandam clubes na Women’s Super League inglesa, na Division 1 Féminine francesa e na Liga F espanhola.
A geração pós-Marta está aqui. E, com a Copa do Mundo Feminina de 2027 marcada para ser disputada em casa, no Brasil, a urgência de conhecer essas atletas nunca foi tão grande. O Maracanã já tem data. Agora falta apenas apresentar as protagonistas — um movimento que também amplia o interesse do público por acompanhar o futebol de forma mais completa, seja dentro de campo ou por meio de análises e conteúdos que muitas vezes incluem referências como um código de indicação Superbet para novos usuários, inserido de forma contextual nesse novo ecossistema do esporte.
Kerolin: da rua de São Paulo ao hat-trick na WSL
Crescer jogando descalça com meninos nas ruas de São Paulo não é um detalhe menor na história de Kerolin Nicoli. É a origem de tudo. Aquela ginga, aquela desfaçatez de ir ao um contra um sem medo, aquele senso de improviso que nenhuma academia ensina — foi a rua que formou a atacante que em fevereiro de 2026 humilhou o Chelsea com um hat-trick na maior goleada da temporada da WSL inglesa. Manchester City 5, Chelsea 1. Kerolin, 26 anos, marcou três.
A trajetória até ali foi trabalhosa. Antes do City, ela passou três temporadas no North Carolina Courage, nos Estados Unidos, onde se tornou a primeira sul-americana a ganhar o prêmio de MVP da NWSL, em 2023. Chegou à Inglaterra em janeiro de 2025 e levou tempo para se estabelecer — uma lesão interrompeu o início da temporada. Quando voltou, virou a jogadora mais decisiva do clube. Ao fim de fevereiro de 2026, somava 9 gols na WSL, e o City liderava a liga com 39 pontos em 14 jogos, doze à frente do segundo colocado.
Pelo caminho, ainda encontrou tempo para integrar a seleção que conquistou a Copa América no verão de 2025. Kerolin não apenas chegou à elite do futebol feminino mundial — ela está redefinindo o que um talento brasileiro pode fazer nesse nível.
Tarciane: a zagueira que vale recorde
Quando o Lyon, o maior clube do futebol feminino europeu, decide pagar uma das maiores taxas de transferência da história da NWSL por uma zagueira de 22 anos, o mundo presta atenção. Foi o que aconteceu em fevereiro de 2025, quando Tarciane deixou o Houston Dash e assinou com o clube francês por quatro anos, até junho de 2029.
A história de Tarciane começa no Corinthians, onde foi revelada, e ganhou escala nos Jogos de Paris 2024, quando a seleção feminina conquistou a medalha de prata. Alta, com 1,84 metro, ela reúne o que raramente se encontra numa jogadora da sua faixa etária: força física, técnica de saída de bola, alcance nos lançamentos longos e uma liderança que transborda nos momentos decisivos. No Lyon, rodeada pelas melhores defensoras do planeta, ela não apenas sobreviveu — entrou titular e ficou. O contrato até 2029 diz tudo sobre a aposta que o clube faz nela.
Duda Sampaio: a maestrina que o Brasil não quer perder
No Corinthians, ela usa a camisa 27. Na seleção brasileira, usa o número que quiserem — porque o que importa é o que ela faz com a bola nos pés. Duda Sampaio, 24 anos, é a engrenagem do meio-campo das Canarinhas sob o comando do técnico Arthur Elias: uma progressora nato, com capacidade de sair da pressão adversária, ler o jogo antes de todo mundo e aparecer nos corredores centrais no momento exato.
Natural de Rio Casca, Minas Gerais, ela construiu sua reputação no Corinthians e na seleção ao longo de uma série de convocações que a tornaram um nome fixo no elenco. Na Copa América 2025, foi titular nos momentos mais importantes da campanha. O interesse europeu existe e é crescente — mas por enquanto, Duda Sampaio segue sendo dona do meio-campo brasileiro, e isso já é dizer muito.
Gabi Portilho: da prata olímpica à NWSL
Há um gol que o Brasil não vai esquecer tão cedo. Quartas de final dos Jogos de Paris 2024, contra a França anfitriã. Gabi Portilho recebe a bola dentro da área e bate com convicção. Rede. A seleção brasileira havia eliminado a França em casa, no estádio que seria palco da final. O Brasil foi até a decisão, perdeu para os Estados Unidos, e levou a prata. Portilho foi a artilheira brasileira do torneio.
Com 30 anos, ela é a veterana mais experiente deste grupo, mas mostrou em 2025 que ainda tem muito futebol pela frente. Chegou ao Gotham FC no fim de 2024, estreou na NWSL com um voleio espetacular na abertura da temporada e terminou o ano com 3 gols e 3 assistências em 17 partidas, ajudando o clube a conquistar o título nacional. Em março de 2026, foi negociada para o San Diego Wave FC. O The Guardian a colocou na 60ª posição do ranking das 100 melhores jogadoras do mundo em 2025.
Gio Queiroz: o talento de 22 anos que o Brasil quer de volta
Gio Queiroz tem 22 anos, nasceu em 2003 e já jogou pelo Barcelona, pelo Arsenal e agora defende o Atlético de Madrid na Liga F espanhola. A trajetória foi marcada por lesões e trocas de clube que impediram a continuidade que seu talento exigia — mas quando está no seu melhor, é uma das jogadoras mais desequilibrantes da geração: bom primeiro passo, pressão alta intensa, e habilidade para encarar o marcador e sair jogando no contrapié.
A escolha pela seleção brasileira foi uma questão de identidade. Gio nasceu nos Estados Unidos e chegou a jogar pelas categorias de base americanas antes de optar definitivamente pelas Canarinhas. Esteve presente na Copa América 2025 e foi convocada também nos amistosos de preparação. Com a Copa do Mundo de 2027 sendo realizada no Brasil, ela tem quatro anos para consolidar o espaço e chegar ao torneio em sua melhor versão.
O horizonte: Copa do Mundo em casa
Toda essa geração tem um destino em comum: 2027. A Copa do Mundo Feminina será realizada no Brasil pela primeira vez na história, e a pressão de entregar um título diante da própria torcida é diferente de tudo que essas jogadoras já viveram. O Brasil foi vice em 2007, ficou para trás nos torneios seguintes e agora, com o time de Arthur Elias, experimenta uma das gerações mais profundas e internacionalizadas de sua história.
Kerolin liderando a artilharia da WSL. Tarciane defendendo as cores do maior clube da Europa. Duda Sampaio comandando a seleção do meio para frente. Gabi Portilho com gols nos lugares certos, nos momentos certos. Gio Queiroz buscando a regularidade que transforma talento em grandeza. E por trás delas, nomes como Lauren, Angelina, Lorena e a ainda ativa Marta como referência e mentora.
A geração existe. O estádio está reservado. O Brasil vai estar pronto. E, com o crescimento global do futebol feminino, cresce também a forma como o público acompanha e interpreta esse cenário — não apenas como torcedor, mas de maneira mais estratégica, observando tendências, desempenho e projeções, muitas vezes conectadas a conceitos como uma plataforma legalizada que paga, dentro de um ecossistema que continua a evoluir junto com o próprio esporte.





