
A segunda passagem de Philippe Coutinho pelo Vasco chegou ao fim. O meia de 33 anos anunciou nesta quarta-feira (18) a rescisão antecipada de seu contrato, que era válido até junho. Em um comunicado em suas redes sociais, o jogador revelou que a decisão foi motivada por questões pessoais, afirmando estar “muito cansado mentalmente”.
O estopim para a decisão foi a partida contra o Volta Redonda, no último sábado, quando foi vaiado pela primeira vez pela torcida em São Januário. No desabafo, Coutinho explicou que sentiu naquele momento que seu ciclo no clube havia se encerrado. “Naquele momento, na ida para o vestiário, eu senti e percebi que meu ciclo no clube tinha acabado, e eu não voltei para priorizar minha saúde mental. Isso dói muito”, escreveu o agora ex-camisa 10.
A saída encerra uma trajetória de um ano e meio que começou com enorme expectativa, viveu um auge com certo protagonismo do meia no ano passado, mas que termina de forma melancólica e abrupta.
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A chegada e o protagonismo em 2025
Coutinho retornou ao Vasco em julho de 2024, sendo recebido como o grande ídolo e a esperança para liderar tecnicamente a equipe. O segundo semestre daquele ano serviu como um período de readaptação ao futebol brasileiro após mais de uma década na Europa. Ele demonstrou lampejos do ídolo que deixou o Vasco cedo para fazer sucesso no futebol europeu, contribuindo com 3 gols e 1 assistência em 18 jogos, mas ainda buscava a melhor forma física e o entrosamento ideal.
Foi na temporada de 2025 que ele assumiu de vez o papel de maestro do time. Com um ano completo de trabalho e a chegada do técnico Fernando Diniz, Coutinho foi o cérebro da equipe, disputando 56 partidas, marcando 11 gols e dando 5 assistências.
Sua regularidade no Brasileirão (30 jogos, 5 gols e 3 assistências) foi fundamental para uma dupla de sucesso com o jovem Rayan, reconectando-o de vez com a torcida em diversos momentos da competição, principalmente quando o time engatou uma boa sequência de resultados, sendo a goleada contra o Santos por 6 a 0, fora de casa, talvez o momento mais alto do protagonismo que a torcida esperava de Coutinho.
O ponto alto e também baixo da relação de Coutinho com os vascaínos foi a campanha na Copa do Brasil, na qual a equipe chegou na decisão contra o Corinthians, porém acabou ficando com o vice-campeonato. O jogador teve momentos importantes na trajetória na competição, porém, foi justamente após a decisão da Copa do Brasil que a relação entre o camisa 10 e a torcida começou a estremecer. Coutinho teve um desempenho apagado nos dois confrontos contra o Corinthians, o que fez a torcida ficar insatisfeita, já que nutria muita esperança no título da competição.
O desgaste e o ponto final
Com esse fim de ano turbulento, o início de 2026 foi marcado por uma atmosfera diferente. Os resultados irregulares da equipe no começo do Campeonato Carioca e do Brasileirão geraram um acúmulo de críticas que recaíram principalmente sobre o camisa 10. Embora seus números individuais não foram ruin (3 gols e 1 assistência em 7 jogos), a pressão por vitórias criou um ambiente de desgaste.
O episódio contra o Volta Redonda foi o ponto de ruptura. As vaias em São Januário, algo inédito em sua volta, feriram a relação de carinho que ele buscou ao retornar. A decisão de não voltar ao banco de reservas no segundo tempo, como ele mesmo explicou, foi um ato de autopreservação. Aquele momento selou o destino de uma relação que, para ele, havia se tornado mentalmente insustentável.
Os números da segunda passagem (2024-2026)
Desde seu retorno em julho de 2024 até sua última partida em fevereiro de 2026, Philippe Coutinho acumulou os seguintes números pelo Vasco:
- Jogos: 81
- Gols: 17
- Assistências: 7
Desempenho por temporada:
- 2024: 18 jogos | 3 gols | 1 assistência
- 2025: 56 jogos | 11 gols | 5 assistências
- 2026: 7 jogos | 3 gols | 1 assistência





