
Guillermo Ochoa anunciou nesta terça-feira, 21 de julho, a aposentadoria do futebol profissional. Aos 41 anos, o goleiro mexicano encerra uma carreira de 22 temporadas, marcada principalmente por suas atuações com a seleção do México em Copas do Mundo.
Ochoa confirmou a decisão por meio das redes sociais, poucos dias depois do fim do Mundial de 2026. Em sua despedida, afirmou que entregou tudo o que tinha pelos clubes que defendeu e pela seleção mexicana.
“Dei tudo de mim. Deixei tudo em campo pelos meus clubes e pela seleção. Hoje, penduro as luvas”, escreveu o goleiro.
Ochoa participou de seis Copas do Mundo
Ochoa foi convocado pelo México para seis edições consecutivas da Copa do Mundo: Alemanha 2006, África do Sul 2010, Brasil 2014, Rússia 2018, Catar 2022 e o Mundial de 2026, disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
O mexicano entrou em campo em quatro dessas edições. Nas duas primeiras, em 2006 e 2010, permaneceu como reserva. A partir de 2014, tornou-se um dos principais nomes da seleção e passou a construir uma relação especial com o torneio.
Com a convocação para 2026, Ochoa tornou-se o primeiro goleiro da história presente em seis elencos de Copa. Ele passou a dividir a marca com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, também convocados para seis edições.
Despedida aconteceu no Estádio Azteca
A última partida de Ochoa pela seleção mexicana aconteceu diante da República Tcheca, pela fase de grupos da Copa de 2026.
O goleiro entrou aos 78 minutos, quando o México vencia por 2 a 0. Ele manteve a defesa sem sofrer gols, e a seleção anfitriã marcou novamente nos acréscimos para confirmar a vitória por 3 a 0.
A entrada de Ochoa provocou uma grande homenagem no Estádio Azteca. Torcedores se levantaram para aplaudi-lo, enquanto os companheiros reconheceram a importância do veterano para diferentes gerações da seleção.
A despedida também teve um significado especial porque o Azteca foi o estádio onde Ochoa iniciou sua trajetória profissional pelo América, em 2004.
“Meu primeiro jogo, Azteca. Meu último jogo, Azteca. Foi um capítulo final muito bonito da minha carreira”, declarou após a partida.

Atuações em Copas transformaram Ochoa em ídolo
Apesar de ter construído uma carreira longa em clubes, Ochoa ganhou reconhecimento internacional principalmente por suas apresentações em Mundiais.
O momento mais lembrado aconteceu na Copa de 2014. Diante do Brasil, em Fortaleza, o goleiro realizou uma série de defesas importantes e foi decisivo para o empate por 0 a 0. A atuação o transformou em um dos principais personagens daquela edição.
Quatro anos depois, participou da vitória mexicana por 1 a 0 sobre a Alemanha, então campeã mundial, na estreia da Copa da Rússia.
No Catar, em 2022, Ochoa voltou a ganhar destaque ao defender uma cobrança de pênalti de Robert Lewandowski no empate sem gols entre México e Polônia.
As atuações fizeram do goleiro uma figura associada diretamente à Copa do Mundo. Mesmo quando atravessava momentos de instabilidade nos clubes, Ochoa frequentemente elevava seu desempenho quando vestia a camisa mexicana no principal torneio do futebol.
Carreira começou no América
Ochoa estreou profissionalmente pelo América em 2004. O goleiro teve duas passagens pelo clube da Cidade do México e se tornou um dos jogadores mais identificados com a equipe.
Em 2011, deixou o país para defender o Ajaccio, da França. Depois, passou por Málaga e Granada, da Espanha; Standard Liège, da Bélgica; Salernitana, da Itália; AVS, de Portugal; e AEL Limassol, do Chipre, seu último clube.
A trajetória europeia teve diferentes momentos. Em algumas equipes, Ochoa foi titular e referência; em outras, enfrentou concorrência e teve menos oportunidades. Ainda assim, permaneceu por mais de uma década atuando fora do futebol mexicano.
Mais de 20 anos com a seleção mexicana
Ochoa fez sua estreia pela equipe principal do México em 2005 e acumulou mais de 150 partidas pelo país. Além das seis Copas, participou de torneios da Concacaf, Jogos Olímpicos, Copa América e Copa das Confederações.
Sua permanência na seleção atravessou diferentes gerações, treinadores e momentos do futebol mexicano. Na parte final da carreira, assumiu também um papel de liderança e orientação para os goleiros mais jovens.
Durante a Copa de 2026, o lateral Mateo Chávez afirmou que Ochoa era um exemplo para o elenco por ser um dos primeiros atletas a chegar à academia e um dos últimos a deixar os treinamentos.
A despedida encerra a trajetória de um dos jogadores mais reconhecidos da história recente do México. Ochoa deixa os gramados sem ter conquistado uma Copa, mas com uma marca alcançada por poucos: permanecer por duas décadas ligado ao maior torneio do futebol e participar de seis edições consecutivas.




