A derrota por 3 a 2 para o arquirrival Barcelona na final da Supercopa da Espanha, no último domingo, foi o estopim para a demissão do técnico Xabi Alonso. Em uma decisão rápida, a diretoria do Real Madrid optou por não buscar um nome no mercado e apostou em uma solução caseira, promovendo Álvaro Arbeloa, ídolo do clube e até então treinador do Real Madrid Castilla, para assumir o comando da equipe principal.
A saída de Xabi Alonso, comunicada pelo clube como um “acordo mútuo”, encerra uma passagem de apenas 232 dias do ex-técnico do Bayer Leverkusen pelo time merengue. Neste período, o ex-meio-campista dirigiu a equipe em 34 partidas oficiais, com um balanço de 24 vitórias, quatro empates e seis derrotas. Apesar de ter o time na segunda colocação da La Liga, estar entre os primeiros colocados da fase inicial da Champions League e nas oitavas da Copa do Rei, a derrota para o maior rival em uma final, somada a um desempenho oscilante no final de 2025, pesou de forma decisiva.
Com a nomeação de Arbeloa, o Real Madrid aposta em colocar no comando alguém que já conhece muito bem o clube e os jovens jogadores do elenco, além de já estar acostumado com a pressão vivida dentro do Real Madrid em momentos complicados para liderar o time neste novo ciclo.
DNA madridista
A ligação de Álvaro Arbeloa com o Real Madrid é profunda. Como jogador, o ex-lateral-direito defendeu a camisa merengue entre 2009 e 2016, período em que se tornou uma figura querida pela torcida por sua garra e identificação, ganhando o apelido de “Espartano”. Disputou 238 partidas oficiais e conquistou oito títulos importantes, incluindo duas Ligas dos Campeões, uma La Liga e duas Copas do Rei.
Além de sua vitoriosa passagem pelo clube, Arbeloa fez parte de uma das gerações mais vitoriosas da história da seleção espanhola, com a qual conquistou a Copa do Mundo de 2010 e as Eurocopas de 2008 e 2012, acumulando 56 jogos pela “La Roja”.
Carreira de treinador construída no clube
Desde que pendurou as chuteiras, Arbeloa se preparou para este momento dentro da própria estrutura do Real Madrid. Ele iniciou sua carreira como treinador na temporada 2020/21, dirigindo a equipe Infantil A (sub-14) do clube. Sua ascensão foi meteórica e vitoriosa.
Após passar pelo Cadete A (sub-16), ele assumiu o Juvenil A (sub-19), onde alcançou seu maior sucesso como técnico. Na temporada 2022-2023, conquistou um triplete histórico (Liga, Copa do Rei e Copa dos Campeões da categoria), consolidando seu perfil como um líder e formador de talentos.
Em junho de 2025, foi promovido ao Real Madrid Castilla, substituindo outra lenda do clube, Raúl González. Agora, pouco mais de seis meses depois, recebe a maior oportunidade de sua carreira, com a missão imediata de reerguer a confiança do elenco e buscar títulos.





